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O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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22
Jun18

Papéis de confiança (Confiança – 11)

Publicado por Mil Razões...

Girl - Bob Dmyt.jpg

Foto: Girl - Bob Dmyt

 

As relações humanas, tal como todos sabemos e cedo aprendemos, são extremamente complexas. Elas regulam-se por diversos fatores, sendo talvez dos mais importantes os que se associam aos papéis sociais que assumimos. Da mesma forma, os conceitos associados aos diferentes contextos e papéis submetem-se a regras específicas, transformando-se em significações diferenciadas, querendo-se, contudo, objetivas na comunicação.

Assim, confiança entre um casal (dois elementos, dois papéis sociais, um contexto específico), não é a mesma coisa que a confiança entre um superior hierárquico e um subalterno (dois elementos, dois papéis sociais, um contexto específico). A palavra confiança mantém-se, verificando-se uma diferenciação quanto ao seu significado (extensão, profundidade e requisitos até – por exemplo legais).

Desde crianças somos empurrados para a ideia que a confiança é um “bem caro”, logo nunca deverá ser “dado” cedo demais e nunca a quem não “a merece”. Entende-se, desta forma, que a criança deverá cultivar um espírito crítico relativo aos que a rodeiam, assim como um juízo de valor das situações (e também das pessoas) em que se vê em jogo. E de um jogo por vezes se trata. As motivações implícitas ou explícitas, os seus desejos, amores e ódios poderão ser o objetivo final de uma relação de confiança falseada ou, em contrário, verdadeira. Evidentemente que o desenvolvimento normal irá afinar todas estas questões, ajudando assim na construção de uma personalidade que se revelará (ou não!) na plenitude da sua maioridade.

 

Será uma criança desconfiada, um adulto desconfiado em potência? Sinceramente, não faço ideia. Mas mais importante ainda: será uma criança desconfiada, um marido ou uma esposa desconfiado/a em potência? Será uma criança desconfiada, um mau líder ou gestor em potência? A ser “verdade” esta relação causa – efeito, a verdadeira “mossa” encontra-se aí. Enquanto “adulto” não nos identifica ou diferencia praticamente de forma alguma, “pai”, “psicólogo”, “chefe”, etc., categoriza-nos de forma muito específica, balizando muito do que de nós se espera, na cultura em que nos inserimos.

 

Rui Duarte

 

Porto | Portugal

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