Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

19
Nov10

Eu e a Mariana (Depois da tentativa – 2)

Publicado por Mil Razões...

 

A Mariana não foi ontem à escola, nem no dia anterior. Estranho. Pensei que estivesse doente e liguei para ela. Do outro lado da linha, um silêncio ensurdecedor: ninguém. No messenger, nada, absolutamente nada. E não, não era normal. Mesmo quando estávamos doentes, ficávamos sempre ligadas on-line. Havia sempre tanta coisa para contar: o rapaz giro que nos devolveu um sorriso, a professora de Matemática que exigia sempre mais de nós… Um dia na escola, para quem tem 15 anos, é mesmo uma eternidade, repleto dos acontecimentos mais importantes e decisivos das nossas vidas. Mas, e a Mariana?

 

“A Mariana partiu.” – disseram-me hoje os meus pais. Partiu? Para onde? Foi viajar e não me disse nada? Impossível! Nós partilhamos tudo… Até que, o peso da verdade imutável se abateu sobre mim. Senti-me esmagada e sem ar. A minha melhor amiga matou-se?!... O turbilhão de pensamentos embalados por emoções confusas tomou conta de mim. Como é que ela foi capaz de me abandonar? Eu, que preciso tanto da sua ajuda e do seu ombro sempre amigo. Que raio de amiga sou eu que não me apercebi de nada? Mas porque é que ela não me pediu ajuda? Porque é que não falou comigo? Oh… espera; será que até falou? Será que, quando dizia que estava farta de tudo e de todos, será que não estaria a exagerar, como eu pensei? Será que a tristeza que trazia nos olhos era mais intensa do que eu supus? Que culpa que eu sinto! E dói tanto! Quando a minha melhor amiga precisou mais de mim, eu não estava lá. Ou até podia estar, mas não estava atenta àquilo que era realmente importante. Tantas coisas que julguei, pensei, supus, sem nunca procurar a verdade. Tantas perguntas que ficaram por fazer e que agora me torturam. Mas agora é tarde, a Mariana já partiu…

 

Numa coisa tenho razão: a Mariana estava doente. Sim, sofria de solidão. E pela primeira vez na vida, sinto que ter razão é um vazio amargo e corrosivo. E de que serve… de que serve ter razão? Chega de perguntas… perdoa-me Mariana!

 

Liliana Jesus

 

16
Nov10

Ao acordar (Depois da tentativa – 1)

Publicado por Mil Razões...

 

Abre lentamente os olhos. Há demasiada luz.

- Onde estou? – Pensou; - Morri? – Suspirou.

- Olá, como se sente? – Pergunta calmamente a enfermeira.

- Não morri? – Responde.

- Não, não morreu, mas quase. – Retalia a enfermeira.

Ana sente vontade de vomitar, começa a ficar agitada e sente cólera a invadi-la. Quer gritar, mas nem o grito de raiva consegue expulsar. O ar falta. Os enfermeiros acodem.

 

Trimmmm…

- Ah, estou? – Atende uma voz estremunhada.

- Boa noite. Estou a falar com a senhora Patrícia? – Pergunta uma voz estranha.

- Sim, é ela. Quem deseja saber? – Pergunta.

- Senhora Patrícia, ligamos do hospital. A sua filha Ana está cá internada. Pedimos que venha o mais rapidamente possível.

Num salto senta-se na cama.

- O quê? A minha filha?! Que aconteceu? – Pergunta com o coração sobressaltado.

- A sua filha está estável, mas pedimos que compareça por favor.

A meio da noite duas personagens lançam-se numa corrida louca para o hospital. Não há vermelhos que os impeçam. Os corações batem demasiado rápido para abrandarem num semáforo.

 

- A minha filha está aqui internada. Quero vê-la. – Atira Patrícia.

- Nome? – Remata alguém com impaciência.

- Ana – desespera a mãe.

- Aguarde um momento, por favor.

- Aguardar?! O que se passa com a nossa filha? - Pergunta um olhar assustado.

- Um médico já os vem atender.

Os olhos extravasam lágrimas. Patrícia sente-se ansiosa, angustiada, nervosa. A sua filha, a sua única filha.

- São os pais da Ana? – Pergunta o médico.

- Sim. Responde o pai, com a mãe nos braços.

- A vossa filha está agora estável.

- O que aconteceu, doutor? – Pergunta a mãe.

- A sua filha tentou suicidar-se com comprimidos.

- O quê?! Sui…suicidar-se? A Ana?! Não é possível – diz o pai

- A minha Ana? Porque faria uma coisa dessas? – Continua, aterrado.

Patrícia não reage. O seu mundo desaba. Há um grito que se espalha e a quebra por dentro.

- Como foi capaz? – Diz por fim.

Há confusão, alheamento e uma súbita mágoa naquelas duas personagens.

 

Ana, já não tem lágrimas. Continua desolada pela sua sobrevivência.

A raiva persegue-a.

- Quero morrer!!! Porque não me deixaram morrer?! – Grita angustiada.

- Os seus pais estão aqui Ana. Para a ver – diz a enfermeira.

Ana pára. O seu corpo gela. Os seus pais, aqueles que lhe deram vida estavam ali. E ela só queria morrer. O coração está em espera. Não bate. Sofre e tem medo. Medo do confronto com os seus progenitores. Ela não queria fazê-los sofrer. Só queria partir. De vez.

- Ana, como pudeste? – Pensou a mãe enquanto a olhava nos olhos.

- Filha – diz em vez.

Ana desata a chorar. Esconde os olhos, como quem esconde a culpa.

O pai abraça a filha e promete estar sempre lá, dizendo que ela não está sozinha. Ana sente ainda mais culpa.

A mãe fixa a filha. Sente culpa também. E raiva. Como pôde aquilo acontecer.

- Filha, que fizemos nós? Onde falhamos? – Pergunta desesperada a mãe.

- Patrícia, agora não. – Responde o pai.

- Vai tudo correr bem, filha. – O pai abraça de novo a filha. - Vamos conseguir ultrapassar isto.

O quarto permanece cheio de dor, culpa, remorsos, tristeza, vergonha, medo, raiva. Todos estão partidos à sua maneira. No meio de tanta dor, permanece no entanto o amor. Está ali, mesmo que nem todos o consigam olhar nos olhos.

 

Cecília Pinto

 

22
Nov09

O menino morto

Publicado por Mil Razões...

 

Na noite de 25 para 26 de Outubro de 2009, durante a madrugada, um menino de 4 anos fugiu da casa dos pais, em Comines, pequena cidade Belga, depois de os ouvir discutir violentamente. Younes Jratlou, assim se chamava o menino, apareceu duas semanas depois, morto, no rio Lys, a 12 Km de casa, descalço e com pouca roupa, conforme informações dadas pelos pais quando se aperceberam que o filho tinha fugido.
As causas da morte não estão ainda apuradas, mas parece não existirem dúvidas quanto às razões que levaram o menino a sair para o escuro da noite, tantas vezes motivo de medos e pesadelos naquela idade, e a enfrentar, quase desnudado, o frio que já se faz sentir nas noites de Outono: acabar com o sofrimento de mais uma discussão entre os pais!
 
Procuro esvaziar-me de outros interesses e atenções, e concentrar-me no pequeno Younes, dar-lhe a atenção que não teve, precisava e, sobretudo, merecia. Este exercício de nada lhe vale e só a mim serve, para me ajudar a aceitar a situação.
Mas como poderei aceitar que alguém tão frágil tenha sido tão desprotegido e descuidado, justamente por aqueles que deveriam ser o garante da sua segurança? 
Perante a dor, como foi possível que a criança não tivesse procurado alguém que a confortasse e, desesperada, tenha posto a sua própria vida em risco?
Embora raro, o suicídio infantil existe e situações de stress com as quais a criança não sabe lidar, são factores de risco. O facto de as crianças não sentirem a morte como uma situação irreversível e criarem fantasias, achando que a vida é melhor depois da morte, é também um factor de risco. Por uma ou outra razão, objectivamente, não me parece haver dúvidas quanto à intenção do menino ao fazer-se à noite e ao aproximar-se do rio.
 
Estou em processo de luto!
 
Não sei como os pais do Younes estão a enfrentar a perda do filho, não sei nem quero ainda pensar nisso, este ainda é o momento de pensar no menino morto. 
 
Cidália Carvalho
 
19
Jun09

A indução do suicídio (Sobre Comunicação – 10)

Publicado por Mil Razões...

 

Ao chegar à redacção disseram-me que aquela senhora esperava por mim.
Tinha aproximadamente 60 anos, muito bem arranjada, mas o que me chamou a atenção foi o ar triste com que me olhava.
Perguntou se tinha sido eu o autor da peça sobre o rapaz que se tinha suicidado. Respondi que sim, com um orgulho contido, imaginando que deveria ser uma parente, que me vinha agradecer o modo como eu tinha (re)tratado a vida do jovem.
Entregou-me um diário e ao mesmo tempo que as lágrimas lhe escorriam pela cara, disse “por favor leia o resultado da sua peça…”
Abri o pequeno livro e na última página podia ler-se o seguinte:
 
Peguei no jornal, como faço todos os dias. E lá estava, em grande destaque, o suicídio daquele jovem, que já ontem tinha visto na TV.
Contava a história, com todos os pormenores. Quando, como, onde e porquê que ele tinha feito aquilo. Tratavam-no com respeito. Falavam dele como se fosse a melhor pessoa do mundo, de quem nunca se suspeitou que fosse capaz de tomar uma atitude tão radical.
Confesso que as lágrimas me vieram aos olhos. Também gostava que, no dia que eu morrer, falassem assim de mim.
A ideia da morte já me persegue há muito tempo e ver que afinal de contas pode não ser um acto de covardia, mas sim um acto de coragem, fez-me suscitar de novo a vontade.
Sinto que não estou sozinho e que afinal não ficarei assim tão mal visto se acabar com a minha vida. É reconfortante ver que há pessoas que sentem o mesmo que eu e que depois de fazerem o que acham que devem, o que sentem que têm que fazer, são tratadas com respeito.
Na vida que levo ninguém me respeita, todos me catalogam, todos me viram a cara…
Se eu tinha qualquer tipo de dúvidas, posso dizer que foram dissipadas com este exemplo. E ainda fiquei a saber que há mortes que doem menos que outras. Isso era uma coisa que me assustava. Sinto que a notícia me deu uma força que eu achava que não tinha.
Está resolvido, até já escolhi a data e o local!
 
Percebi então o efeito perverso da minha peça. Como se escreve sobre um suicídio? Como suportar esta culpa? A quem pedir ajuda?
 
Filipa Pouzada
 
05
Mai09

Desemprego e Suicídio

Publicado por Mil Razões...

 

Emprego e desemprego não são só estados sociais. É verdade que o emprego (em especial alguns empregos) dá estatuto social, mas também permite o desenvolvimento pessoal e a realização profissional. O indivíduo sente-se integrado num processo de desenvolvimento social para o qual contribui com o seu trabalho. O trabalho é remunerado e, por conseguinte, ter emprego é ter a possibilidade de adquirir meios para a sobrevivência, diversão, cultura e outras manifestações tão importantes ao equilíbrio do ser humano.
 
Se o emprego proporciona tudo isto, o desemprego rouba-o, muitas vezes de forma cruel.
Na hora de reduzir aos “custos com o pessoal”, a notícia: “- Lamentamos, gostamos muito de si, foi sempre um funcionário exemplar, mas a empresa necessita de reduzir custos...”, dói, dilacera.
O ter sido dispensado de uma actividade, não contarem com os seus préstimos, provoca em cada indivíduo uma sensação dolorosa e a maior parte das vezes associada a um sentimento de injustiça.
Para quê tanto esforço?! Horas extraordinárias sem remuneração?! Apenas e só o sentido do dever a ditar horas de permanência para além do horário!
 
A família que, a bem do trabalho, conformada com a ausência, aceitando que as férias sejam reduzidas a duas semanas, poderá não compreender o despedimento!
Angústias sentidas que, a certeza de tudo ter feito para ser um empregado exemplar não acalmam, pelo contrário, são dores difíceis de conter. Não dói a consciência mas dói a alma.
E aos poucos, a dor cede o lugar ao desalento. Instala-se a dúvida e põem-se em causa capacidades. Triste com o presente e assustado com o futuro, o indivíduo inicia processos de autodestruição podendo acabar, em alguns casos, no suicídio.
 
 
Cidália Carvalho
 
28
Fev09

Perguntas sobre a solidão

Publicado por Mil Razões...

  

Os caminhos percorridos, de mão dada com o vazio, são gélidos e sombrios…
Muitas são as almas que, sem saberem outra forma de vida, percorrem corredores de histórias vazias de conteúdo…
Vazias por não haver com quem partilhar.
Histórias de vidas que decorrem de uma forma incógnita por serem tão poucos, ou nenhuns, os que sabem ou conhecem o seu princípio, o seu meio ou o seu fim.
O sofrimento que fica escondido por aqueles que fingem um sorriso e o apagam sem dizer adeus…
A dor suportada de uma forma calada e conformada que acaba sem um possível aviso…
Demasiados rostos sem significado vagueiam à procura de compreensão e apenas permanecem insuportavelmente sós…
Questiono se a solidão permanente e forçada atira alguém para os braços do suicídio?
Pergunto se de um mito ou de um facto se trata, quando se afirma que a solidão é uma forma lenta de morrer?
A solidão retira a energia e a vontade de viver - será uma realidade?
Será com convicção que afirmamos que a vontade de morrer aparece naquele que não encontra uma identidade?
O desejo de sentir o último sopro, poderá ser provocado por falta de entendimento, compreensão e afecto?
Será a crença na força da natureza humana, para superar todas as dificuldades e adversidades, uma utopia?
 
Seja mito ou facto, realidade ou utopia, crença ou convicção, o suicídio abraça com mais força aqueles que se sentem sós e que estão sós.
 
Susana Cabral

 

17
Fev09

Suicídio: Mitos e factos (8)

Publicado por Mil Razões...

 

 

Os suicidas querem mesmo morrer?

 

Um suicida é uma pessoa tão comum como qualquer outra. O acto em si, não depende do sexo, cor, idade, estado civil, ou situação financeira do individuo, mas apenas dos seus sentimentos mais íntimos e profundos.

São muitos e variados os factores que podem levar uma pessoa a optar pelo suicídio.

Muitos suicidas comunicam previamente algum tipo de mensagem verbal ou comportamental sobre as suas ideias.

Quem opta por uma tentativa de suicídio poderá apenas querer chamar as atenções sobre si, ou poderá querer mesmo morrer. Mas a uma tentativa de suicídio corresponde, na maioria das situações, um sentimento ambivalente, uma profunda divisão interior entre viver e morrer.

A maioria daqueles que fazem uma tentativa de suicídio preferiria continuar a viver, mas não da forma como estão a viver, mas não com o sofrimento que sentem. E por regra, sozinhos, não conseguem encontrar caminho para a mudança, por isso é da máxima importância, nesses momentos, encontrar alguém que os ajude a descobrir o caminho de regresso à vida.

 

Isabel F

 

12
Fev09

Suicídio: Mitos e factos (7)

Publicado por Mil Razões...

 

O suicídio ocorre, com maior frequência, à noite?


O suicídio é muitas vezes uma solução patológica para um angustiante problema que a pessoa considera intransponível.

Sabemos que ao risco de suicídio estão frequentemente associadas múltiplas doenças psíquicas ou psiquiátricas. Cerca de 15% dos que o cometem sofrem de depressão, em que a desmotivação de vida é insuportável e torna-se imbatível o não querer viver. A pessoa perdeu toda a capacidade energética e a vida não tem o mínimo sentido ou interesse. Sente-se sempre e invariavelmente, desesperadamente incompreendida e só, mesmo rodeada de gente, desfasada e desencontrada de si mesma, inadaptada e profundamente frustrada e desiludida. “Uma vida sem vida”, dizia alguém.

 

É este estado de espírito que pode levar ao refúgio e à procura da escuridão da noite, para se identificar com o seu sentimento mais profundo. Por outro lado, pode perturbar os que têm dificuldade em gerir esses momentos frios, sós e escuros. A noite pode ser também facilitadora face à vergonha que a sociedade ainda impõe a quem tem este tipo de pensamentos.

 

Sabe-se que a temperatura ambiente afecta o conforto e, portanto, o estado psíquico do Homem – o humor e o comportamento – condicionando um vasto conjunto de acções mecânicas sobre as funções cerebrais. Do mesmo modo as diferenças de duração do dia e da noite contribuem também para afectar o bem-estar psíquico dos indivíduos.

 

Não poderemos, apesar disso, estabelecer uma relação entre o acto suicida e o momento do dia, por não encontrarmos estudos que o fundamentem. Reparamos, contudo, que não raras vezes as noticias destes acontecimentos referem a noite como tendo sido o momento em que esse acto foi pensado, planeado e nalgumas vezes cometido.

Na verificação dos dados de uma consulta da especialidade, verificou-se que as “tentativas de suicídio são um fenómeno predominantemente da tarde e da noite, em acto impulsivo em casa, após discussão no contexto de um conflito pré-existente, mais frequentemente com o parceiro”.

 

Porém, tem-se verificado que, apesar de todas as condicionantes de risco, de ordem pessoal, psicológica, psicopatológica e social, se a pessoa encontrar alguém com quem tenha oportunidade de falar (por exemplo: um serviço de apoio emocional como os apresentados na coluna direita deste blog), num gritante desabafo dum sufoco insustentável, que o escute, compreenda e a ajude a ver a sua própria vida com carinho é, por vezes, suficiente para evitar o acto.

 

Ana Santos

 

Porto | Portugal

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Equipa

> Alexandra Vaz

> Cidália Carvalho

> Ermelinda Macedo

> Fernando Couto

> Inês Ramos

> Jorge Saraiva

> José Azevedo

> Maria João Enes

> Marisa Fernandes

> Rui Duarte

> Sara Silva

> Sónia Abrantes

> Teresa Teixeira

Calendário

Outubro 2019

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Comentários recentes

Ligações

Candidatos a Articulistas

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde