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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

18
Jun18

A geografia do instinto (Confiança – 10)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Tree - Dimitris Vetsikas

 

Na selva do medo, pergunto a todos os sentidos que me habitam, a todas as pedrinhas que piso, a todos os ramos que estalam, à dor da minha passagem: “quantas vidas é preciso morrer para que se aprenda que a cautela é mais que instinto?” E só o vento que me atravessa ousa responder-me: “Tantas quantas mortes seja preciso viveres, para que confies nas clareiras – à luz, a verdade é memória de sangue, mesmo que eu dissipe o pó de todas as lutas, vividas e não vividas”.

Ah, as clareiras da Fé! – esse parente excelso da esperança. Não sei se no corpo que compõe a memória futura do pó que serei, ainda resta resquícios dela... pois que até ele me há de trair! Mas respeito a soberania do sangue. A verticalidade genética do caráter e o alcance transversal da experiência. A interdisciplinaridade dos saberes e a transcendência da coragem. Creio no vento.

 

Estudo o chão volátil da clareira à minha frente: há sinais de luta, riscos de arado, sulcos de águas rápidas, lamas de seca lenta. Sangue. Marcas que deixaram as presas arrastadas. Flores. Frutas esperando a sorte da fome, antes que o tempo lhes corroa a polpa. Sementes já sábias, ciosas e crentes no poder das chuvas. Vida. Despojos e oferendas. E o Sol passando alto, nomeando as cores, garantindo aos corpos a energia do calor, e a ambição do paraíso.

O vento abre-me passagem, eleva-se em alas de cicio leve, pousa nas copas altas das árvores expectantes. Respiro fundo - e abandono, enfim, a malha apertada da selva escura a que eu me agarrava por precaução e cegueira. Devagar, ofuscada pela luz, trémula mais por emoção que por medo, mas ainda cuidadosa, mas ainda ouvindo as vozes ancestrais de todas as minhas células perecíveis, liberto-me das sombras como réptil descartando a pele. Ou como crisálida eclodindo.

Vou. Voo. Mas a ousadia é um céu eletrificado, e eu um poço de água viva… – e caio à terra já macerada de outras quedas, de outros sonhos. Reergo-me e aprendo: a humildade é um veículo seguro e a coragem é o chão que me promete a eretilidade: já é tanto quanto baste à minha sobrevivência. E, apesar do meu corpo vulnerável a todas as coisas sob o sol, a minha sombra reconforta-me, garante-me que há norte ao largo da minha capacidade inata de sentir. Serei capaz de tudo, se respeitar os tempos, os espaços, as memórias, as razões, os ciclos, as pedras, todos os seres. E o instinto.

Confio.

 

Teresa Teixeira

 

15
Jun18

Descobrir o pior (Confiança – 9)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Supergirl - Thomas Abdella

 

A autoconfiança é como uma bola de pingue-pongue: às vezes lá no alto; outras vezes no chão (ou mais abaixo ainda).

Recordo com amargura o período em que estive desempregada. Dois longos anos que juntaram uma licença de maternidade, uma empresa em decadência e um mercado de trabalho em franca contração.

Ser mãe a tempo inteiro nunca foi uma ideia que me atraísse, porque afinal, de que serve ser uma (super) mulher se não puder desempenhar diariamente dezenas de papéis e tarefas?

O arrastar dos dias, a ausência de resposta a candidaturas e entrevistas, a falta de contacto com a profissão, foram minando a crença nas minhas capacidades, e tornando cada vez mais ténues as esperanças de um dia voltar a trabalhar na minha área.

 

Mas o pior... foram as pessoas (algumas). Porque é quando estamos mais em baixo que descobrimos o pior das pessoas. A forma como ainda nos fazem sentir pior. Há pessoas que se superlativam diminuindo os outros. Período negro, esse...

Ficou para trás, felizmente. Mas ficou também gravado um ensinamento. Ou vários, até:

Perseverança, perseverança.

Tapetes e uvas podem ser pisados; as pessoas não.

Desistir? Nunca.

Confiança? Em mim. Todo o resto é de desconfiar.

 

Sandrapep

 

11
Jun18

O verbo na negativa (Confiança – 8)

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Mafalda - Quino.jpg

Foto: Mafalda - Quino

 

Eu confio

Tu confias

Ele confia

Nós confiamos

Vós confiais

Eles confiam.

Que bando de ingénuos, não é?

Mafalda a Contestatária; Quino

 

Será? É de ingenuidade que se trata quando falamos em confiança?

Aparentemente sim, confiança e ingenuidade são duas palavras juntas e casam bem. Mas, sendo a confiança um sentimento de quem acredita, em algo ou alguém, e a ingenuidade uma qualidade ligada à falta de conhecimento, como é que este sentimento e esta caraterística caminham de mãos dadas? Acreditar cegamente que todas as pessoas têm um bom carater e confiarmo-nos a elas, é ser ingénuo. E, no entanto, que outra forma existe de ganharmos confiança, a nossa e a dos outros, se não falarmos uma linguagem de bondade, uma linguagem de ingenuidade?

Às vezes, muitas vezes, falarmos a linguagem do coração faz de nós ingénuos, se calhar sem impacto no outro, ou existindo, sem o efeito esperado e desejado porque não é garantido que quem ouve, ouve também com o coração, mas torna-nos confiáveis. 

A ingenuidade é uma virtude que não dura mas, em nós, ela está em estado permanente porque, se descobrimos num momento o que desconhecíamos até então, estamos simultaneamente a ser ingénuos relativamente a outras novas e futuras situações. E continuamos confiando no Outro, no desconhecido, em nós e no nosso saber. Ingenuamente, acreditamos que o amanhã se não for melhor há de ser igual a hoje, e continuamos confiando.

Assim emparelhadas, confiança e ingenuidade, não nos deixarão demasiados permeáveis, desprotegidos e à mercê de forças alheias que nem sempre são de boa vontade? Para nossa defesa, não sejamos ingénuos, nada nem ninguém merece uma confiança ilimitada. É da sabedoria popular que todos temos um preço; encontrado esse preço a tentação é grande e destrói-se a confiança. Confiança perdida dificilmente é recuperada e, de tantas vezes se perder, passamos a conjugar o verbo pela negativa:

Eu não confio

Tu não confias

Ele não confia…

 

Cidália Carvalho

 

08
Jun18

Desaguar tranquilo (Confiança – 7)

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Foto: Waterfall - Gerhard Bögner

 

Assim no imediato é como se fosse um delta de um rio a espraiar-se por terrenos quase absolutamente planos, com um caudal grande, pujante, tranquilo, entregando as águas no oceano final, imenso, depositando a aluvião nas margens, assim contribuindo para a sua continuada fertilidade.

Nada aqui nos fará pensar que estas mesmas águas serenas, dóceis, espelhando as margens e as cores e as nuvens do céu, já foram, pelo menos, buliçosas, convulsas, rasgaram saída através de encostas, precipícios, buscando caminho, indómitas, para se juntarem a um curso de água maior, mais caudaloso, mais pacífico, que, por sua vez, segue o seu caminho e termina noutro rio maior, mais largo, mais profundo, mais influente.

 

Nos tempos imemoriais em que as águas pensavam, muito, muito tempo antes desses tempos perdidos em que os animais falavam, nesses tempos as águas sabiam, desde que eram uma gota de orvalho, um pingo de chuva ou um floco de neve, confiavam que iriam, no final, tranquilamente chegar ao mar. Essa confiança, uma crença plena, enchia-as da vontade, meninas agora já em forma de regato, que as fazia escolher o melhor percurso, por mais escolhos, obstáculos que encontrassem. Essa confiança dava-lhes o atrevimento para continuar, mesmo que empoçassem quase estagnando e, com a familiaridade de tanta água junta, haviam de ir mais longe, sempre mais longe, até cumprirem o seu destino.

Sim, a água é fundamental para a vida como a conhecemos, é de lá que vimos e temos avançado, caído, voltado a levantar, porque temos curiosidade, atrevimento, vontade, sonhos, objetivos.

 

Sem confiança não chegamos lá, não vale a pena, sem confiança não acreditamos nos que nos rodeiam. À falta de confiança vivemos e convivemos tão mais dificilmente.

A confiança torna o impossível realizável. Mais do que as águas que têm um destino a cumprir, proporciona-nos construir novos, e no início impossíveis, destinos.

 

Jorge Saraiva

 

04
Jun18

Acreditar (Confiança – 6)

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Foto: Achievement - Rawpixel

 

Acreditar em si próprio e, se possível, nos outros com quem se convive, deverá ser o lema da vida de cada um de nós. Acreditar significa ter confiança em si e nos outros, significa ter confiança naquilo em que se acredita, significa saber lidar com o melhor e o pior, significa ter força mental para vencer as barreiras e dificuldades que se nos colocam no dia-a-dia. É no acreditar que está a raiz da confiança, tão necessária para se conseguir o que se deseja. Quanto mais se acreditar, mais confiança se ganha, mais a esperança será robustecida como força inspiradora e motivadora para se confiar no futuro.

Óbvio que a confiança deve ser mútua, deve ser um elo de fortalecimento entre nós e os outros, para se poder construir qualquer tipo de boa relação entre as pessoas.

Por isso, não basta confiar e acreditar só em si próprio, devemos acreditar e ter confiança nos outros, para deles podermos ganhar a sua confiança. Quem não tem confiança nos outros, deles não pode esperar confiança.

Segundo François La Rochefoucaul, na sua obra “Reflexo”: “a confiança que temos em nós mesmos, reflete-se, em grande parte, na confiança que temos nos outros”.

A confiança mútua, para além de se exprimir num dar e receber de afetos é, acima de tudo, um sentimento que nos traz paz e serenidade, tão necessária nos tempos atuais.

Citando ainda Thomas Atkinson, extraído da sua obra “Crer em si mesmo”: “O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança nos seus recursos, na sua inteligência, na sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira”.

 

José Azevedo

 

01
Jun18

É a luz que vês ao fundo do túnel (Confiança – 5)

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Foto: Girl - Alteredego

 

Tudo começou quando nasceste. Quando nasceste, algo em mim nasceu também, um novo sentimento, ou vários ao mesmo tempo. Desconhecia alguns deles, mas eram todos tão bons de sentir.

Foste crescendo e eu fui crescendo contigo, ensinei-te tudo o que sabia e desde a tua nascença que nos tornámos inseparáveis, ríamos vezes sem conta quando as nossas primas se zangavam uma com a outra, quando lutavam porque queriam a mesma coisa, mas nós… Nós não, nunca fomos de guerrear por nada, partilhávamos uma com a outra, nunca quis ter mais do que tu, queria sempre que tivesses mais e melhor, queria que estivesses sempre feliz; era a irmã mais velha, tinha que olhar por ti.

Lembro-me, tão bem, da primeira vez que fomos ao parque – estavas com medo de subir as escadas e com medo de descer pelo tubo do escorrega; apesar da enorme curiosidade o medo era superior. Lembro-me, tão bem, de te dar a mão e a apertares – olhaste para mim e sorriste. E foi aí, foi nesse exato momento que soube o que era a palavra CONFIANÇA, quando confiaste em mim e me agarraste na mão para subir as escadas, quando esperei por ti no fim do escorrega e te vi descer tão confiante depois de dizer que conseguias. Foi daqueles momentos indescritíveis que nos ficam na memória para sempre.

E foi a partir daí que juntas fomos ganhando forças, fomos ganhando coragem para enfrentar cada obstáculo da vida, enfrentando o medo e ganhando confiança a cada experiência vivida. Prometi estar ao teu lado, prometi ajudar-te, ensinei-te a importância de teres confiança em ti mesma para conseguires olhar em frente e seguires os teus sonhos, acreditando que consegues.

A confiança é a luz que vês ao fundo do túnel, é o alento e a força de que precisas.

 

Inês Ramos

 

28
Mai18

Talvez (Confiança – 4)

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Vietnam - Jess Foami.jpg

Foto: Vietnam - Jess Foami

 

Gosto do mundo, das pessoas, das múltiplas formas de vida, dos mil encantos que encontro em cada esquina, em cada nova rua que percorro. Gosto do que sinto em mim quando me deparo com o milagre da existência, da singularidade de cada universo com que me cruzo – cada um de nós é um mundo sem réplicas. Todavia, mergulhar na Humanidade é, também, aceitar as suas facetas mais negras. É saber que haverá sempre quem faça o pior ao seu semelhante, quem se venda por muito pouco, gente para quem respirar não vale nada. Aprendi, também com a vida, que esses estão, na grande maioria das vezes, demasiado perto, debaixo da nossa asa, a partilhar o nosso espaço íntimo e pessoal. Aqueles que mais nos ferem não são os desconhecidos, são os que amamos; são aqueles com quem partilhamos, com frequência, laços de sangue. E aos quais, pelas mesmíssimas razões, não podemos, simplesmente, virar as costas e partir.

 

Continuo a confiar na raça humana porque mo validam, dia após dia, as pessoas incríveis que tenho tido o privilégio de conhecer ao longo da minha vida. Considero as histórias de caos (também pessoal) e que dão nota de algumas facetas menos nobres da Humanidade, a exceção que confirma a grandeza dos meus congéneres. Acredito, piamente, que são mais os que amam e lutam, com e pelo seu semelhante, no mundo; do que aqueles que, em cada acontecimento, vislumbram (e executam) a oportunidade de “lixar” o próximo. Às vezes, só porque sim. Pois, pasmem: Também há quem seja bom, genuinamente bom, só porque sim – ideologias, género, crenças e rótulos à parte. São estes que tornam os meus passos mais seguros, a minha mente mais leve e o coração mais sereno. A eles devo a validação contínua da minha fé na raça humana e a sensação de pertença a algo muito maior do que eu.

Apesar de amar a vida, em geral, e me sentir grata por ser pessoa, em particular, caminhar entre humanos é um desafio mental tremendo. Nem sempre encontro uma linguagem comum que me permita comunicar com clareza - e não, não me refiro aos obstáculos linguísticos que trazem, por exemplo, os cerca de seis mil idiomas falados nesta “nossa” Terra, o que me impede de entender a realidade dos outros e as suas circunstâncias. Sinto-me, com frequência, impotente, incapaz de concluir com êxito as interações em que, voluntária ou involuntariamente, sou interveniente. É neste complexo processo de adaptação, na (des)aprendizagem de paradigmas e modos de ação que encontro forma de sobreviver e aceitar que jamais entenderei tudo. Sobretudo, no que toca à natureza dos outros e às suas camadas emocionais. Às vezes, é preciso aprender a sair de cena, simplesmente. E confiar que, cada decisão que tomamos, nos afasta de tudo aquilo que não é para nós.

 

Amo a Humanidade mas confio em muito poucas pessoas. Abraço toda a gente (creio que quem sofre e magoa precisa de mais amor ainda, talvez seja apenas uma ferida que fere) mas não me deixo abraçar (inteira) por quase ninguém. A minha alma resguarda-se, cada vez mais, perante as atrocidades do mundo, este pobre infeliz que precisa de amor e de esperança como de “pão p’ra boca”. Entendo as urgências dos que gravitam à minha volta mas não lhes entrego as minhas. Isso seria vilipendiar a minha própria existência, a única que será minha, nesta vida terrena. Não posso servir as minhas inquietudes com um chá e esperar que os outros me estimem como me devo estimar, bem sei, mas gostava tanto de poder confiar inteiramente noutro ser humano… Gostava de poder descansar em alguém, de chegar a casa, de conhecer esse sítio para lá de mim mesma, de total confiança e amor, onde a alma repousa e os olhos se podem fechar, sem medo do dia seguinte. Sei exatamente o que é que esse sítio, que ainda não conheço, me faz sentir. Por causa disso, não consigo viver pela metade, com ninguém, em lado nenhum.

Talvez um dia alguém decifre o meu idioma e leia nas linhas da minha pele, sem esforço. Talvez, nesse dia, eu possa ser quem sou, partilhar o que carrego há uma vida inteira e sentir-me, finalmente, segura e protegida. Talvez.

 

Alexandra Vaz

 

25
Mai18

Pratos frios (Confiança – 3)

Publicado por Mil Razões...

David Gareji - Goda Kupryte.jpg

 Foto: David Gareji - Goda Kupryte

 

A vingança é um prato que se serve frio. Ou será a confiança…?

Por vezes, a reação a uma situação desagradável é, de imediato, a vingança, mesmo que involuntária e inconsciente. A confiança, por sua vez, só a conquistamos depois de algum tempo a conviver e a viver, a dar provas de que somos de confiança, de que podem contar connosco para aquilo a que nos propomos, mesmo com alguns erros. Nós próprios, apenas desenvolvemos a confiança individual depois de muito trabalhar para isso. Uns, mais facilmente e mais rapidamente do que outros, é certo, mas não é imediato.

Conhecemos alguém e depositamos toda a nossa confiança logo na primeira vez em que nos vemos? Se assim for, teremos também que estar preparados para que corra mal e não considerar muito as desilusões. A confiança ganha-se quando permanecemos coerentes, fiéis àquilo que pretendemos transmitir e realmente ser.

 

Tenho-me deparado com imagens, primeiras imagens, que induzem a grandes erros. Quantas vezes pensamos que podemos contar com alguém que se apresenta com imensos floreados e depois, na hora certa, depois de muito conviver mas sem provas dadas sobre determinado aspeto, a pessoa falha? Falha, não… Deixou de ser de confiança, ou nunca chegou a sê-lo pois não foi posta à prova antes disso. Não deixamos o prato inicial arrefecer da euforia do início, então todo o calor e ímpeto inicial induzem a grandes erros.

“Nem em mim própria confio, quanto mais…”. Sim, quando estou muito entusiasmada com algo, a vontade é imensa e a energia também, mas ao longo do processo tudo se pode gastar muito depressa. Se se mantiver o mesmo nível, passamos a ser de confiança. Se baixarmos o nível a que nos propusermos, deixamos de ser fiáveis. Como alguém diz por aí: “Keep it simple.”

 

Sónia Abrantes

 

21
Mai18

Falar com o coração (Confiança – 2)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Girl - Lisa Runnels

 

Para vivermos precisamos de confiança no outro e em nós… penso eu…

 

O que é confiar no outro?

É esperar que o outro não nos desaponte.

É esperar que o outro seja sincero.

É esperar que o outro guarde para si aquilo que partilhamos.

É esperar que o outro seja uma referência para nós.

É esperar que o outro nos dê segurança.

É outras coisas, com certeza…

 

O que é confiar em nós?

É esperar que as expetativas que temos sejam congruentes com o que fazemos.

É esperar que tenhamos autoestima suficiente para que acreditemos nas nossas potencialidades.

É esperar que tenhamos a certeza do que fazemos.

É esperar que aquilo que sabemos dará resposta ao que nos é pedido.

É outras coisas, com certeza…

 

A confiança ganha-se e perde-se num minuto, com uma palavra certa ou errada, com um gesto certo ou errado.

 

Há dias, quando eu me “queixava da vida” num momento de indignação, uma pessoa com os seus sábios 90 anos disse-me: “Não fales com a boca – fala sempre com coração; só assim Ele te ouve e leva a sério o que dizes e pedes.”.

Pensei… De facto, quando penso e falo com o coração confio no que digo e confio em mim, porque não digo nem mais nem menos do que aquilo. Está lá tudo! Provavelmente, os outros receberão assim a mensagem (transparente; está lá tudo). Não há razão para não confiar.

A confiança transporta-nos para o mundo das relações humanas, cujas variáveis são difíceis de controlar… penso eu...

 

Ermelinda Macedo

 

18
Mai18

“Adelante”, Princesas Arrojadas e Cavaleiros Valentes! (Confiança – 1)

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Child - Jonny Lindner.jpg

Foto: Child - Jonny Lindner

 

A vida amedronta. Di-lo a criança em nós, saudosa das liberdades e inocências de outrora. Desde então que ela se tornou num conto sem fadas, dragões ou príncipes, e aqui estamos, adultos, com os nossos próprios monstros e heróis.

Continuamos com medo do desconhecido, dos passos que ainda nos falta dar ou do que se encontra ao virar da esquina, todos eles derivados da incerteza daquilo de que somos capazes. E é a própria vida que se encarrega de o evidenciar. Ela pega na crença necessária em nós mesmos e nas potencialidades latentes e impele-nos à ação. E nós seguimos, bravos, destemidos, aventurando-nos pelos recantos obscuros que antes nos intimidavam. Tudo porque ousamos. Porque acreditamos.

Para quê deitar a perder os inúmeros momentos de que poderíamos usufruir tão viva e intensamente, só porque partimos derrotados e desvalorizados? Somos humanos, cometemos erros e sem a tentativa não há a experiência. Há que dar uma chance às infinitas capacidades humanas e assim, talvez, nos convertamos nas princesas arrojadas e cavaleiros valentes dos quais esta realidade urgentemente necessita. E juntos, rumaremos em frente, batalha após batalha, com confiança!

 

Sara Silva

 

Porto | Portugal

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