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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

15
Abr19

Um sorriso que desvaneceu (Força – 5)

Publicado por Mil Razões...

Blindfolded - Anemone123.jpg

Foto: Blindfolded - Anemone123

 

Quando olhei para ti... e me perdi. Quando olhei para ti e me perdi não foi pelas melhores razões. Quando o meu sorriso desvaneceu. Quando deixei de existir, deixei de acreditar na minha essência. Perdi-a no comodismo. Perdi-a por ti. Para ti. Sem saber, sem sequer me aperceber.

Fechei os olhos a novas oportunidades quando tantos me alertavam para ser feliz. Eu achava que o era, erradamente. Muito erradamente. Cega, fechada num mundo infeliz. Até tu teres o desplante de teres aberto os olhos para uma nova oportunidade. Para algo que dizias ser bom para ti. Mas não admitiste! Mentiste. Com todas as palavras. Com todos os dentes. Mentiste-me. Iludiste-me. Com palavras vazias, gestos vazios. Que eu quase acreditei. Quase!...

Felizmente consegui superar, consegui não olhar mais para ti, consegui virar a cara. Não acreditar nas tuas palavras feitas e gestos ensaiados. Foste um bom ator nesse teu palco falso. Mas não triunfaste. Lamento dizer-to. Mas não foste sucedido. A força trouxe-me ao de cima.  Voltei a sorrir, voltei a viver, a sentir-me viva. Sentir que existe algo que nunca vivi, pois nunca me dei a oportunidade de o fazer. Porque estava numa concha só tua. Perdida. Iludida com a infelicidade.

Renasci. A vida é cheia de sonhos, que perdemos pelo medo de não arriscar. Pelo medo de fugir do comodismo. Basta ter coragem, ter força. Não ter medo de ser feliz.

 

Inês Ramos

 

12
Abr19

Vontade (Força – 4)

Publicado por Mil Razões...

Action - Pexels.jpg

Foto: Action - Pexels

 

Saber vencer na vida, mais do que uma virtude, é uma manifestação de força do querer, da tenacidade, da pertinácia e determinação da vontade de alguém que não vacila face a qualquer obstáculo ou contrariedade. A força de vontade interior é o motor necessário para todas as áreas da vida, não só a nível pessoal, mas também no campo profissional, constituindo ela própria uma fonte de energia indispensável para a adoção de uma firme atitude mental e intelectual na luta diária e persistente de cada um de nós.

Ela, a força de vontade, motiva a decisão de alguém poder crescer e afirmar-se como pessoa, de superar-se a si próprio, ir mais além e ultrapassar os seus próprios limites.

A força de vontade deve ser exercitada de forma gradual e progressiva, mediante ações repetidas ao longo do tempo, tal como acontece com a preparação física dos atletas, no sentido de se poder alcançar os objetivos.

Lutar, cair, sem, porém, esmorecer, levantar e começar de novo, se for preciso, faz parte desse exercício mental para fortalecer o ânimo e o espírito de vencer.

 

Já o eminente cientista Albert Einstein afirmava: “Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atómica: é a vontade”. Essa capacidade de esforço do ser humano é determinante e ajuda-o a cumprir um plano de ação com vista ao objetivo que definiu.

A força de vontade interior, mental e intelectual, qual segunda natureza que é, na motivação da luta diária e persistente, constituirá, seguramente, a grande fonte inspiradora para quem não se resigna com as adversidades da vida.

 

José Azevedo

 

08
Abr19

Drama em Moçambique (Força – 3)

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Mulher-moçambicana - Idílio Chirindja.jpg

Foto: Mulher-moçambicana - Idílio Chirindja

 

Momentos difíceis;

Momentos que pensamos que nunca podem vir a acontecer;

Momentos que quando chegam são uma surpresa absoluta;

Momentos que acontecem e são desastrosos,

Momentos que provocam um sofrimento tal que, às vezes não se percebe como se resiste;

Momentos indiscritíveis de tanta miséria e angústia;

Momentos em que falta tudo;

Momentos em que as pessoas não conseguem dizer absolutamente nada, e os discursos dos que falam são dramáticos;

Momentos em que as pessoas só pedem o essencial;

Momentos em que doenças aparecem por falta de condições;

Momentos em que as prioridades são água e mantimentos básicos (como as prioridades são tão relativas!!!);

Momentos em que é preciso TUDO.

As imagens que se veem de Moçambique são aflitivas e muitos duras. Como se sobrevive a partir do zero? É preciso tudo, mas, é preciso muita força para garantir a sobrevivência imediata.

 

Ermelinda Macedo

 

05
Abr19

Dada como garantida (Força – 2)

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Fitness - Sabine Mondestin.jpg

Foto: Fitness - Sabine Mondestin

 

Era uma vez uma menina, como tantas outras há 30 anos atrás, que via o Popeye e a Olívia Palito na televisão. Todas aquelas histórias contribuíram, de alguma forma, para moldar o seu ser e a sua personalidade. A distinção entre o bom e o mau, a vida enfatizada e sem filtros, as traquinices do Brutus, a resolução de problemas do Popeye, o encantamento da Olívia... Tudo isto lhe deu o conhecimento, visto agora como ferramentas para levar a vida de determinada maneira, sem que esta lhe roube toda a energia que teima em querer fugir.

Até sobre os espinafres e o seu poder ela aprendeu. Lembrou-se deles quando, num certo momento da sua vida, foi diagnosticada como tendo princípios de anemia, o que quer que isso signifique, já que o princípio quer dizer que já começou, quando na realidade ainda não tem. A verdade é que o pai se lembrou, e bem, que se o Popeye ganhava tanta força com os espinafres, a sua menina, agora já não tão pequena, também o conseguiria. Claro está que não devemos acreditar em tudo o que os desenhos animados nos dizem e, após consultar o médico, este confirmou que a alimentação com bastantes legumes verdes escuros ajudam a combater a anemia. E assim foi, até hoje a anemia não passa disso, de principio e não uma doença que veio para ficar.

A delicadeza da Olívia também lhe transmite, sempre o fez, uma força incrível pois, com aquele jeito feminino e aparentemente sensível, consegue ser educada, fazer o que acha melhor e sem agredir os outros, sem ser preciso ser mal-educada nem indelicada.

Até Brutus consegue provar que o tipo de força que utiliza não o leva onde ele pretende chegar, pois inclui sempre a maldade para a situação e para os outros.

 

Estas forças, como tantas outras, parecem ser dadas a todos como adquiridas, mas não o são. Temos que saber exponenciá-las, saber geri-las, escolher onde e quando aplicá-las. E, por vezes, se as gastarmos mal, quando precisamos realmente delas, elas falham...

Para a menina desta história, que continua a comer espinafres, a força mantém-se, mas até quando? Ela sabe que não a pode dar como adquirida.

 

Sónia Abrantes

 

01
Abr19

Libertar e amarrar (Força – 1)

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Man - Patrick Neufelder.jpg

Foto: Man - Patrick Neufelder

 

É o que nos prende e nos mantém, ou o que nos impele. A ação invisível que nos soergue ou derruba. A incógnita entre o estático e o movimento, entre a pressão e a reação, concretizada no enlace da física com a realidade, pendendo sempre entre a conjetura e a realização.

Tanto marca a sua existência como a sua ausência, perdida e achada em diversas dimensões do ser, onde não há verdades absolutas. É tudo o que nos sustem e nos faz ver um pouco mais além.

É a força. É a garra. É o que ou nos liberta ou nos amarra.

 

Sara Silva

 

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