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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

30
Nov18

Fazer bem (Solidariedade – 5)

Publicado por Mil Razões...

Holding-hands - Benjamin Balazs.jpg

Foto: Holding-hands - Benjamin Balazs

 

“Fazer bem sem olhar a quem”, sem nada esperar em troca, qual aforismo popular ou máxima que não deve significar apenas um simples ato de caridade, mas antes, e muito mais do que isso, a expressão de sentir o prazer de praticar a solidariedade. O prazer de fazer o bem é, ou deve ser, – convenhamos – maior que o de recebê-lo. Necessário se torna, por isso, procurar sentir o que os outros do mesmo modo sentem quando lhes falta algo de importante na vida.

Na prática do dia a dia, fazer o bem deve constituir algo capaz de transformar e melhorar o meio e as pessoas que nos rodeiam. É maravilhoso saber cumprir de forma consciente e despretensiosa o que traz realização e felicidade ao próximo, exercendo a pedagogia de uma boa ação, imbuída esta de uma nobre missão de apologia ao amor. Quando nos colocamos no lugar do outro e tentamos confortá-lo e amenizar o seu sofrimento, isso cria empatia e tolerância, desperta a vontade de ajudar e de agir segundo princípios morais em que se destaca a importância da solidariedade, sentimento tão caro e relevante nas ações sociais.

 

Nesta vida, ninguém avança sozinho, precisamos uns dos outros, se possível, de “mãos dadas” para um mundo mais fraterno e solidário. Pequenos gestos, como um sorriso nos lábios, um olhar de esperança, uma troca de mimos e de carinho, de amizade e de respeito, bem como a indispensável compreensão para com o nosso semelhante, poderão ajudar muito e contribuir para um viver melhor com menos sofrimento. A isto chamamos solidariedade!

 

José Azevedo

 

26
Nov18

Foi aquele tão triste olhar... (Solidariedade – 4)

Publicado por Mil Razões...

People - Leroy Skalstad.jpg

Foto: People - Leroy Skalstad

 

Era um daqueles dias quentes de verão. Mais um ano que ajudava os meus avós na mercearia, penso que esperava quase o ano todo para o fazer.

Como eu gostava de aqui estar. Não só pela companhia dos meus avós, que tanto adorava, como os simples pormenores do campo que traziam o melhor à tona, coisas que não víamos na cidade. O simples cumprimentar do Sr. Manel, aquele sorriso e a importância em vir-me sempre dizer um simples “Olá”, ou a senhora Maria que me pedia sempre se podia levar-lhe as compras a casa e me dava sempre uns trocos, coisa que eu não aceitava, mas ela insistia. Não o fazia pelo dinheiro, mas sim pela doçura daquela senhora, por poder ajudá-la de alguma maneira. E ela ficava tão feliz quando o fazia. Era daquelas senhoras que os filhos pareciam ter-se esquecido dela. Era uma pena e partia-me o coração, dizia-lhe muitas vezes que, para mim, era como mais uma avó; e aquele sorriso? Nada se comparava.

 

Mas nesse verão não fora o amável Sr. Manel, nem a senhora Maria que marcaram tão intensamente aqueles momentos prazerosos que tinha na aldeia do meu avô. Fora outra coisa.

Tal como fazia sempre, o meu avô dizia-me para ver as datas dos produtos, dar uma vista de olhos à fruta e deitar fora o que não estivesse de agrado ao cliente. E assim era, todos os dias o fazia. E todos os dias colocava num saco esse “lixo”, muitas das coisas ainda estavam boas, mas não para se apresentar num supermercado. O meu avô dizia-me sempre para colocar em sacos e deixar junto à porta, nas traseiras da loja. Que uma senhora que vivia em péssimas condições ia mais tarde buscar. Era a maneira do meu avô a poder ajudar de alguma maneira. Por vezes, até colocava mais alguma coisa, mesmo estando em plenas condições. Mas apesar de contribuir para esse ato caridoso que tanto adorava no meu avô, fora algo que despertou a minha atenção. Foi naquele dia quente, em que eu tive de ir às traseiras da loja já depois de ter deixado os saquinhos como de costume, que me deparei com a senhora que prontamente me pediu desculpa e eu disse-lhe logo não ter mal, para estar à vontade. Mas o que me fez escorrer as lágrimas pelo rosto, fora o olhar do pequeno menino que vinha com ela, os olhos brilhantes, emocionados ao olhar para um dos saquinhos e dizer “Mãe!! Hoje temos brócolos, gosto tanto de brócolos mãe!”. Ele estava embriagado de felicidade, apenas por um pedaço de brócolos. E aquele brilho nos olhos, aquele olhar doce e triste apesar da felicidade do momento, fez-me sentir uma tristeza profunda. Fez-me voltar para dentro e trazer o pedaço maior de brócolos que o meu avô tinha na mercearia. Não consigo explicar em palavras a gratidão, nem do menino, nem da mãe. Mas sei que tinha ganho o dia, a semana, todo esse ano. Apenas pelo olhar daquele menino. Quando muitos deitam fora, outros ficam radiantes. Dão importância, por não terem. Por querer e desejar tanto, mas não ter posses.

E foi aí que despertou em mim o desejo de ajudar, de fazer a diferença, de poder receber mais sorrisos como aqueles – genuínos.

E foi assim...

 

Inês Ramos

 

23
Nov18

Utopia (Solidariedade – 3)

Publicado por Mil Razões...

Hug - Anemone 123.jpg

Foto: Hug - Anemone 123

 

Numa era em que somos mais do que parecemos, temos tempo e vontade para pensar nos outros. Até a mais egoísta das pessoas dá por si a ajudar, mesmo não estando à espera, mesmo não sendo esse o seu modo de vida.

Num tempo em que todos temos muito, em que o luxo se confunde com banalidade, e em que, mais do que esses todos, há os que não têm nada, escondidos pela poeira da hipocrisia dos mais fortes, daqueles que decidem o que deve ser ou não ser sabido, a ajuda confunde-se com oportunismo.

Sim, de que vale dizer que fazemos se, na prática, não abdicamos do nosso conforto em prol de quem precisa?

De que serve dar, fazer angariação de fundos e eventos sociais relevantes, se não vamos ter com quem precisa e lhes damos um abraço, rimos com eles, choramos ao lado deles?

Se realmente a solidariedade acontecesse genuinamente, não iriamos para o café ou para uma grande plateia falar dela. Não abriríamos a carteira, simplesmente, e daríamos as notas que reservamos para a solidariedade. Essa é a parte fácil.

Dar o nosso coração numa relação de comunicação direta tem mais impacto a longo prazo do que o dinheiro. Esse, só por si, nada faz. Precisa dos solidários para se tornar ajuda.

Solidariedade é dar-se, amar-se a si e aos outros, apenas para gerar felicidade.

 

Sónia Abrantes

 

19
Nov18

Entreajuda do quotidiano (Solidariedade – 2)

Publicado por Mil Razões...

TV - Alexander Antropov.png

Foto: TV - Alexander Antropov

 

Um novo amanhecer e eu desperto. Pronta para a rotina que se estende.

Eis que aura carregada da matina cede perante um pequeno-almoço conjunto que me é oferecido. Agradeço e prossigo.

Após a espera exasperante de quem conta com a mobilidade pública, deparo-me com novos cenários. Entro no transporte e vejo, uns metros adiante, alguém a ajudar uma senhora de idade a subir, e na paragem seguinte, o cuidadoso motorista aguarda por um transeunte que consegue alcançá-lo, já ofegante. Durante o trajeto, o silêncio. Partimos todos para os nossos recantos.

 

E eu dou início à minha jornada laboral.

Não me importo de ir além do dever, esperando contagiar os demais com uma pronunciada e trabalhada boa-disposição. E no decorrer das tarefas troco produtos por sorrisos, pensando que deveria ser assim que a economia deveria funcionar.

À saída, acompanho com o olhar um miúdo enérgico e distraído que tomba no chão. Ups!... A sua mãe aproxima-se e ajuda-o a levantar-se. O miúdo logo recupera.

Antes de chegar ao exterior, forneço indicações a um consumidor perdido neste labirinto comercial e contemplo as horas. Estou pronta para o que resta: o descanso. Ou assim julgava eu.

Ao receber sinais de que há uma alma inquieta, nomeadamente por meios tecnológicos, faço uso da amizade e empresto os ombros, cedendo de igual modo os ouvidos. O melhor é que, mesmo não o esperando, recebo-os em retorno, na mesma dose. Um contacto que enriquece e preenche, arrumando para canto os vazios.

 

Recuperado o contentamento de ambas as partes, volto para casa, para o meu doce lar.

Ligo a televisão em busca de boas novas e ali está uma, entre tantas outras que recheiam o passado e o presente: conjugados os esforços, romperam-se probabilidades e reergueram-se as nações! As tragédias foram colmatadas, os jovens foram salvos e os homens foram resgatados. Quanto não se consegue com um pouco de cooperação!

É a grandiosidade do bem de que a humanidade é capaz. Do mais pequeno gesto quotidiano à mobilização internacional altruísta, tornando todo e cada dia um pouco melhor para as vidas que se cruzam e se entreajudam. É a nossa potencialidade, multiplicada nos diversos cenários práticos.

 

Sara Silva

 

16
Nov18

Questionamento (Solidariedade – 1)

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Solidarity - Stefano Ferrario.jpg

Foto: Solidarity - Stefano Ferrario

 

A pessoa solidária é sempre conotada de forma positiva, boa pessoa, que exerce atos de bondade e compaixão, sensível, assim, ao sofrimento e às dificuldades do outro. As diferentes fases da vida que vivemos levam-nos, por vezes, a questionar tudo. Pois bem, neste momento, permitam-me que questione a solidariedade.  Não questiono a pessoa que tem dentro de si esta “coisa” de ser solidário pois, essa, nunca me causaria questionamento. No caminho e na vontade de ser solidário há pessoas que se cruzam, vontades que se cruzam, objetivos que se cruzam e sentimentos que se cruzam. Nem sempre esse cruzamento é assente em princípios comuns às duas pessoas para que a solidariedade se desenvolva no sentido verdadeiro. A pessoa que precisa (ou não) de uma pessoa que lhe dê a mão, nem sempre é boa pessoa e, provavelmente, no lugar oposto nunca exerceria atos solidários. A pessoa que exerce atos solidários por convicção e por vontade intrínseca não se apercebe que, do outro lado, está uma pessoa que não merece o seu esforço, a sua dedicação e que lhe empreste a sua vida e, a dada altura, vê-se a percorrer caminhos que nunca desenhou.  Estou, concretamente, a dirigir-me às pessoas que, de forma inadequada, se apoderam do lado solidário dos outros, manipulando toda a situação, extorquindo sem que, verdadeiramente, precisem que lhes deem a mão. Apenas é mais cómodo ter ao seu lado uma pessoa com “bom coração” pois, assim, a vida torna-se, de facto, mais facilitada. Não é justo que isto aconteça à pessoa que tem dentro de si esta “coisa” de ser solidário. A solidariedade deveria remeter sempre para uma responsabilidade recíproca e nunca deveria assumir estes contornos. Desculpem se desiludo.

 

Ermelinda Macedo

 

14
Nov18

Ser de verdade (Transparência – 13)

Publicado por Mil Razões...

Portrait - Khusen Rustamov.jpg

Foto: Portrait - Khusen Rustamov

 

Não sei ser, sem ser eu.

Não sei fingir que sou melhor. E espero nunca ser pior.

Não sei sorrir, sem ser eu.

Não sei chorar quando convém. E não quereria ser menos sensível.

Não sei preocupar-me, sem ser eu.

Não sei desligar-me do mundo. E há tantos temas que me preocupam.

Não sei sair à rua, sem ser eu.

Não sei virar a cara e ignorar quem sofre. E assusta-me tanto a indiferença.

Não sei cumprimentar, sem ser eu.

Não sei fazer-me sisuda e altiva. E agradeço por isso.

Não sei estar, sem ser eu.

Não sei olhar com olhos menos atentos. Nem com menos vontade de agir.

Não sei ser, sem ser eu.

E eu, cheia de defeitos e dificuldades, medos e indecisões, aprendi que ser eu, não é bom nem é mau – é apenas ser de verdade.

 

HTR

 

12
Nov18

Criação (Transparência – 12)

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Girl - C_Scott.jpg

Foto: Girl - C_Scott

 

Com amor, no respeito e no cumprimento dos votos prometidos em altar, foste concebida. Gerou-te um ventre palpitante, desejoso de se perpetuar. Desenhei-te. Sabe-se lá porquê e onde me inspirei, mas desenhei-te loirinha e de olhos azuis. E, assim nascente. E como eram azuis! E transparentes!

Via-te através e para lá deles. De tanto nos conhecermos os segredos eram de nós desconhecidos. Assim seria para sempre, jurei eu. Por muito tempo acreditei. Não havia dor ou inquietação que a transparência do teu olhar não me revelasse e que eu não resolvesse num beijo ou num abraço mimado.

Cresceste e não perdeste essa clareza e transparência do olhar. A adolescência conservou em ti essa capacidade de seres verdadeira. Deixavas-me sentir-te para lá da pele branca e fina, quase transparente. Privilegiavas-me dando passagem para lugares inacessíveis. Eu desnudava-te de angústias e incertezas com promessas de um futuro promissor junto de um marido que te amaria e dos filhos que viriam desse amor.

Rodeada das minhas certezas fizeste-te uma linda mulher.

Estava feliz com a minha criação, tão feliz que não vi chegar o momento em que foste tomada por essa estranha inquietação e desassossego. Também não me apercebi quando deixei de te ver porque te tornaste impenetrável, fechada em ti, isolada no quarto. Fugias-me. Já não bastava ler na transparência do teu olhar para que vertesses em verdades pequenas mentiras e chorasses tristezas e dores. Os teus olhos nada me devolviam a não ser a certeza de um segredo.

São fases de crescimento, arrufos de namorados, os jovens precisam de espaço – diziam-me. Mas não me tranquilizava.

E, quando por fim, corajosamente quiseste ser transparente e verdadeira como há muito não ousavas ser, proibi-to. Não precisaste falar, firme nas tuas opções a vida ia ser o que tu quisesses e não o que eu tinha programado.

Saíste de casa para viveres o teu amor proibido.

 

Cidália Carvalho

 

05
Nov18

Amanhã pode ser tarde demais (Transparência – 11)

Publicado por Mil Razões...

Legs - Lisa Runnels.jpg

Foto: Legs - Lisa Runnels

 

Amanhã pode ser tarde demais. Por isso, hoje vou vestir a minha roupa favorita, vou vestir a minha pele e comportar-me como eu própria. Vou ser fiel a mim mesma e deixar cair as máscaras que uso para me proteger. Quero ser transparente para que todos me vejam tal como sou. Quero viver intensamente e sentir o coração a bater forte. Vou arriscar e afastar os medos que me paralisam. Quero sentir-me bonita, atraente e confiante, e isso leva-me a colocar aquele vestido que adoro, a calçar os ténis que combinam na perfeição e a caprichar na maquilhagem. Acentuo o tom dos meus olhos e dou cor aos meus lábios. E saio para a rua para sentir o calor do sol na minha pele. Está um dia maravilhoso para ser eu própria. Quando passa um desconhecido por mim sorrio-lhe e ele, meio confuso, sorri-me de volta. O poder do sorriso é imenso, contagia e desarma. E por isso hoje ele faz parte do meu fato. Sinto-me feliz e cheia de energia e apetece-me gritar isso ao mundo.

 

Pego no meu carro, sem destino, deixo-me levar tranquilamente. Tenho como companhia a minha playlist, elevo o som e canto no meu tom desafinado. Abro o vidro e sinto o vento na minha pele, no meu cabelo e arrepio-me. O meu instinto leva-me até àquele jardim junto ao rio de onde a vista para Lisboa é um privilégio. Fico sempre sem fôlego quando aqui venho, porque ainda me surpreendo com a beleza deste lugar. Inspiro-me. Pego no telemóvel e tiro várias fotografias àquilo que vejo, mas nenhuma traduz fielmente a sua beleza. Quero partilhar este momento, quero que os outros saibam que me sinto viva e a sorrir interiormente também. Coloco uma das fotos no meu mural do facebook, é desta forma que chego a todos apesar de não me agradar que assim seja. Queria estar num palco onde todos me pudessem ver, se deixassem contagiar e vivessem comigo este momento. Queria que todos se recordassem dele. Fecho os olhos e imagino-o, deixo-me levar mais uma vez e quase que flutuo. Abro os olhos e estou a rodopiar. Sinto-os perto, sinto o seu carinho, a amizade e o amor. Tenho tudo o que preciso e é tão simples. Sem reservas, escrevo a frase que me vem à cabeça e que me expõe por completo. Sem máscaras, sem medos, com confiança e com um sorriso aberto, hoje, agora, porque amanhã pode ser tarde demais.

 

Marisa Fernandes

 

02
Nov18

Eu gosto é do verão (Transparência – 10)

Publicado por Mil Razões...

Woman - melancholiaphotography.jpg

Foto: Woman - melancholiaphotography

 

A sensualidade de cada momento está na mente do observador. O estimulo que realmente existe é percecionado de forma diferente e, por vezes até, de forma muito diferente. É certo que branco é branco e que frio é frio, mas o “meu” branco pode ser diferente do “teu” branco. Os processos de filtragem e de interpretação dos estímulos exteriores são muito complexos, como sabemos. Para além das “ferramentas sensoriais” que cada um possui, ainda temos de contar com limitações ou imposições externas das quais sofremos, ou então nos sujeitamos. Quantos copos de um bom tinto são precisos para as pessoas ficarem mais bonitas?

 

Acho que o mesmo acontece com o verão. As pessoas ficam mais atraentes nesta estação do ano em particular. Pode ser devido aos meses de preparação anterior no ginásio. Pode ser da dieta alimentar mais cuidada. Mas também pode ser das transparências. Bem, é melhor a partir de aqui estreitar o texto apenas para as mulheres... São as saias, as blusas, os decotes. São os algodões e os linhos. O calor impõe o tecido mais afastado da pele. Pele essa que se quer à mostra do sol, contacto astral que nos faltou durante tantos meses.

De repente há um novo jogo em campo. São os gestos de toque discreto no ombro de colegas, os olhares transviados para silhuetas já conhecidas, mas agora redescobertas, e o desejo encoberto em elogios que não ultrapassem o bom-senso. Enfim... “eu gosto é do verão”.

 

Tudo isto para fugir da “transparência”. Não me apeteceu escrever acerca do que, provavelmente, se esperava. É que, quando não há nada de bom a dizer, talvez a melhor opção seja estar calado. Acabo apenas com uma conclusão retirada da vida real (por oposição à virtual, para a qual, confesso, cada vez tenho menos tolerância): a transparência não se advoga. Pratica-se. E aqueles que mais a clamam, são os que mais a atraiçoam.

 

Rui Duarte

 

Porto | Portugal

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