Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

07
Ago15

O outro lado da pobreza (Marginalização – 17)

Publicado por Mil Razões...

MeninasAfricano-MaisnerMark.jpg

Foto: Meninas Africano – Maisner Mark

 

Ousado a refletir em torno do termo marginalização, remete-me forçosamente a uma tentativa de enquadramento do mesmo e perceção da sua morfologia. Fora possíveis equívocos, lamento aceitar que este fenómeno de natureza social é consequência, dentre outros fatores, da pobreza.

A dimensão social e cultural da marginalização remete o indivíduo a viver alienado do resto da sociedade, vedado do acesso a saúde, alimentação, morada e educação, situação esta resultante da insuficiência orçamental para cobrir os custos de acesso a estas oportunidades e em alguns cenários mais graves que se configuram em privilégio.

Segundo relatório da UNICEF, A Pobreza na Infância em Moçambique, a pobreza na infância considera a pobreza específica vivida por seres humanos em qualquer sociedade durante a sua infância. As crianças são mais prejudicadas pela pobreza do que os adultos, na medida em que nestas, para além dos efeitos imediatos, tem efeitos tardios recalcados para a vida adulta.

As ações de luta ou combate à pobreza exigem esforços multifacetados envolvendo diferentes atores, desde o Governo, as próprias crianças, as famílias e as comunidades, as organizações da sociedade civil, o Parlamento e os Parceiros Internacionais de Desenvolvimento.

Um aspeto peculiar demográfico no contexto do desenvolvimento é a densidade populacional que no caso de Moçambique é bastante baixa, tornando difícil a prestação eficiente de serviços básicos e programas de apoio em áreas rurais, realçando muitas das disparidades urbano-rurais. Outra caraterística colateral da pobreza em sociedades subdesenvolvidas é a desigualidade social, onde, com frequência, os pobres vivem ao lado dos não-pobres.

Muitas famílias vivem o drama da pobreza dia-a-dia, onde crianças andam à deriva atrás da sua sorte já que as suas necessidades não são amparadas dentro de suas famílias.

Estas aprendem, muito cedo, a seguir um percurso sinuoso que não depreende onde irá desaguar, movidos pela impetuosa tenacidade descritiva dessas criaturas inocentes. O medo e a agitação enferma preocupa alguns encarregados quando notam a ausência dos seus educandos, ou passa despercebido e ainda por normalidade, quando estes não se dão ao tempo de acompanhar a progressão dos seus petizes.

Os seus sonhos nascem de forma genuina e espontânea na rua, onde passam a maior parte do tempo, observando o meio que os rodeia, podendo até serem considerados torpes quando forem alinhados com as perspetivas e planos das suas famílias de origem.

Devido à exposição ao mundo, desde muito cedo, resulta um elevado contacto com a natureza e a realidade crua da vida, tornando-os voluntários precoces da escola da vida, esta que destapa completamente a face algo fantasiada da vida contada pela voz de alguns progenitores. Embora a versão da vida contada pelos próprios pais seja uma boa indução à vida futura, conteúdos mais realísticos e aliados à própria experiência da existência dos progenitores seja o maior testemunho que se pode transmitir.

Preocupações com o ambiente, com as artes e cultura e com a filosofia, encerram um percurso de resgate do humanismo, conseguido através da contínua evocação ao renascimento como condição para a descoberta e autosuperação, faculdades mentais que centralizam o homem rumo a sua independência, a auto-descoberta uma fonte de vida plena, uma via alternativa à almejada prosperidade espiritual e mental.

 

António Sendi

 

Porto | Portugal

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Recomendamos | Filmes

 

 

Equipa

> Alexandra Vaz

> Cidália Carvalho

> Ermelinda Macedo

> Fernando Couto

> Helena Rosa

> Inês Ramos

> Jorge Saraiva

> José Azevedo

> Maria João Enes

> Marisa Fernandes

> Rui Duarte

> Sandra Pinto

> Sara Silva

> Sónia Abrantes

> Teresa Teixeira

Calendário

Agosto 2015

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Comentários recentes

  • Anónimo

    Eu tenho certesa que sinto isso quando penso na Mi...

  • Anónimo

    Confio também em Deus e sei que ele tudo pode faze...

  • Anónimo

    Quando uma pena descreveuma prece rumo ao Céu,ao s...

  • Teresa Teixeira

    Pois. Há sempre um modo de disfarçar cicatrizes, o...

  • Teresa Teixeira

    Beijinhos para quem quer que seja - que me conheça...

Ligações

Candidatos a Articulistas

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde