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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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23
Ago13

É preciso reciclar o lixo (inFormação – 3)

Publicado por Mil Razões...

 

O modo como a sociedade está organizada e a inserção das pessoas, cada um de nós, nela, tem sofrido alterações com uma rapidez cada vez maior; pensando em termos da nossa capacidade de absorção e adaptação às modificações, essa velocidade chega a ser verdadeiramente estonteante.

Por falar em velocidade, ocorre-me aquela frase, talvez um pouco maldosa e, de certeza redutora, tantas vezes usada: “devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos”. Há uma outra frase, dirigida à população jovem estudantil atual: “respeitem os vossos pais, lembrem-se que quando eles eram estudantes não havia Google nem Wikipedia!”.

Portanto, a sociedade global tem acesso à informação global, instantaneamente, com um simples clique ou toque num qualquer ecrã tátil que passámos a ter sempre à mão. Quase com a mesma facilidade e conhecimentos, cada um de nós na sociedade global pode fornecer, partilhar, informação - correta ou incorreta, lapidada ou em bruto - opiniões, trabalhos, fotos que ficam disponíveis em (quase) qualquer ponto do globo… e mais além.

Como é que todo este volume de informação, que tem a forma de verdadeira enxurrada, pode ser, digamos, validado? Qual é o filtro que separa e permite distinguir informação “boa” de informação “falsa”, sem valor, “lixo”?

Então não é verdade que quanto mais rápido, simples, amplo e fácil o acesso às fontes ou plataformas de informação, mais bem preparados estaremos para aceder ao conhecimento?

Concluímos então, abreviando, informação e conhecimento não são a mesma coisa. Continuando a simplificar, o conhecimento é a informação filtrada e usada por um espírito crítico, que usa de critérios.

Precisamos de formação contínua – pessoal, familiar, escolar, profissional – para que o mar imenso de informação disponível seja um tempo e um espaço onde saibamos navegar, ler as cartas de marear, ter faróis que nos orientem, evitando ao máximo os riscos de naufrágio ou de atração pelo vórtice que nos pode levar fatalmente a cair pelo ralo. Rodopiando a uma velocidade estonteante.

 

Jorge Saraiva


Porto | Portugal

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