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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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06
Abr12

Mas não é isso que fazemos todos os dias? (desEmprego - 2)

Publicado por Mil Razões...

 

Desde que escolhi artes cênicas sempre teve alguém para me dizer: Mas quando vai arranjar um emprego?

Eu trabalhava em produção teatral, mas isso para os outros não era emprego. Dedicava meus dias e minhas noites, não tinha fins-de-semana, mas ninguém acreditava que isso era um meio de vida.

O que é emprego? Um lugar onde se trabalha e se ganha para isso. Gosto da parte de ganhar, como todo mundo, mas quero mais do que um emprego. Quero ser feliz, quero me realizar neste planeta.

E logo me dizem, mas quando acabar a peça você vai ficar desempregada! É verdade. Mas isso poderia acontecer com qualquer um.

Os tempos mudaram, os empregos também. Hoje exigem mais e dão menos. A vida é mais cara, a cidade mais longe, o custo das coisas triplicou. Temos mais coisas que comprar e por isso parece tudo mais difícil. No meio de tanta crise pessoas aceitam todo o tipo de emprego, as empresas sabem e exploram isso.

Emprego ideal não existe. Na produção de teatro ganhava pouco e não havia plano de carreira nem direitos trabalhistas. Mas eu era feliz, gostava de fazer aquilo. Tive que procurar outros meios, já que não fui educada para ser feliz, mas sim para ter um bom emprego e jamais ficar desempregada. Meu avô sonhava em me ver trabalhando em um banco, ou pelo menos alguma de suas netas. Todas tiveram asas grandes. Foram para a cozinha, pintura, teatro, profissões conhecidas por não serem empregos fixos.

Apesar de tudo reconheço que meu avô tinha uma certa razão. Até para ser feliz precisamos de um pouco de paz, coisa essa que o dinheiro e a estabilidade trazem.

Mas emprego e desemprego não definem a vida de ninguém, são coisas que temos na vida, perdemos e logo recomeçamos. Somos mais do que um trabalho remunerado, nossa passagem no planeta é maior do que isso e podemos ir além.

No meio da crise mundial todos sabemos da importância de ter um bom emprego, principalmente aqueles que são chefes de família. Mas não existe meios de saber que tão estável é nosso emprego, então melhor ficar nele sem pensar muito, caso a corda arrebente, bom, começamos do zero novamente. É outro dia, outra oportunidade de melhorar, nunca sabemos quando será nosso dia de sorte. Mas ele chega, e chega mais rápido se esperamos ele com alegria e certeza que um dia estamos bem, mas podemos estar melhor, e perder o emprego não significa morrer, é apenas ter que recomeçar. Mas não é isso que fazemos todos os dias?

 

Iara De Dupont (articulista convidada)

 

Porto | Portugal

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