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05
Jun09

O que a música tem para nos dizer (Sobre Comunicação – 6)

Publicado por Mil Razões...

 

 

Miticamente, a música nasceu com o apoio das musas, nas cordas da harpa de Apolo.
Para Pitágoras, a música foi forjada numa ferraria: os sons arrancados aos martelos de diferentes pesos terão, segundo o filósofo, formado a primeira escala. Há quem defenda que a música existiu sempre, sendo sempre, desde que existe o ar para propagar o som emitido. Penso que é impossível datar o seu aparecimento e origem, mas tenho como certo que a história da música está ligada à história do Homem. O Homem, andando, tocando alguns objectos descobriu que produzia sons que, mais ou menos intensos, mais ou menos agudos ou graves, podiam ser agradáveis. Descobria a sonoridade e nunca mais se separaria dela. E usa-a!
 
Em tempos idos, as declarações de guerra entre grupos, tribos ou povos, eram feitas com cantos acompanhados de expressivas manifestações corporais: pinturas e danças.
Hoje, através da música elevam-se sentimentos de amor à pátria. Todos os países e cada um por si têm o seu Hino Nacional.
 
A linguagem musical tem sido, por eleição principalmente dos mais jovens, um meio de contestar, de enaltecer, de afirmar atitudes, comportamentos e modos de vida.
A geração de 60 marcou um período na História com o movimento hippy: em grupos, desprendidos de bens materiais, com formas de vida simples mas sempre acompanhados de uma guitarra, tocavam e cantavam a paz e o amor.
Sendo expressivo, esse movimento está longe de ser o único: os negros jamaicanos inventaram o Reggae para denunciar uma sociedade de desigualdades e preconceitos; os textos melodiosamente ditos são a forma encontrada pelos rappers para contestarem o sistema; os clássicos encurtaram a distância entre o homem e os anjos celestiais.
 
A música é a expressão máxima da cultura dos povos; através dela chegam-nos tradições, sentimentos e regras. Cada um assimila e vive a música de acordo com a sua sensibilidade e identidade. Pode não se gostar do Fado mas qualquer português, em qualquer parte do mundo, identifica-o e enquadra-o numa determinada realidade - a nossa realidade. O mesmo fenómeno verifica-se com os africanos e as suas Mornas, quentes e dengosas, a sussurrar saudades, com os cowboys americanos galgando pradarias ao som do country, com os andinos vencendo montanhas com a ajuda da flauta.
 
O efeito da música é tão potente que se recorre a ela como forma de terapia. No filme Laranja Mecânica, do genial Kubrick, Alex só encontrava alguma paz quando ouvia música de Beethoven, por isso, quando uma das suas vítimas cola imagens de violência à música para o torturar, ele não aguenta e atira-se de uma janela.
Especialistas incentivam as mulheres grávidas a cantar para os seus bebés, como forma de comunicar com eles e baixar a ansiedade das futuras mães.
Estudos recentes revelam que os bebés prematuros melhoram o seu desenvolvimento com recurso à música. Também através da música, o ritmo alucinante das crianças pode ser controlado.
 
A música permite também comunicar connosco mesmos. As melodias recordam-nos experiências passadas, lembram-nos pessoas e trazem-nos aromas que marcaram fases da nossa vida. Se nos deixamos invadir e nos abandonamos, iniciamos viagens interiores que tanto podem terminar numa ténue recordação de tempos distantes, como num sonho fascinante.
 
Cidália Carvalho
 

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