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O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

26
Jan10

O primeiro encontro (Família – 7)

Publicado por Mil Razões...

 

 

O que lhe parecia impossível, aconteceu...
As dores, tão insuportáveis que chegou a temer não aguentar, esfumaram-se, deram lugar à alegria de ser mãe.
Enlevada, olha o filho que a enfermeira lhe pôs sobre o ventre. Retrai o impulso de lhe tocar; parece-lhe tão frágil que tem medo de o magoar. Depois, timidamente, afaga-lhe a carinha, as mãos e os pezinhos - é perfeito. Ternura é o que transmite nos gestos e a cada choro, ou tremura, encosta-o mais a si; quer que se sinta seguro.
 
Ainda no gozo deste primeiro encontro e já o marido irrompe pela sala, ansioso, e como ela, feliz. Hesita, não sabe a qual deles dar atenção. Olha o filho com amor enquanto acaricia a sua mulher.
Ela sente-se completa e muito orgulhosa, também ela conseguiu dar à luz...
Uma lágrima solta-se a reclamar a recompensa: atento ao sinal, ele beija-a. Entre ambos, promessas mudas de estarem sempre juntos e serem uma família feliz.
 
Inexperientes na tarefa de criar e educar fizeram do tema motivo de grandes diálogos; com o tempo, terminaram em grandes discussões. Discordaram de pequenas coisas, acabaram em total desacordo.
 
---
 
“Gosto muito dos meus pais mas fico muito triste porque estão sempre a discutir”.
 
Quiseram poupar o filho ao estigma de “filho de pais separados”; lutaram por aquela união. O empenho foi recíproco mas as zangas sucediam-se e as acusações eram mútuas. Ele cada vez mais ausente, ela cada vez menos compreensiva e tolerante, ambos a reclamar para si o esforço de ainda estarem juntos. Entre eles, a preocupação com o bem-estar do filho, com o seu futuro.
 
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“Em casa do meu pai tenho mais liberdade, posso fazer o que quero mas também gosto de estar em casa da minha mãe. Ela obriga-me a estudar mas depois deixa-me brincar com a playstation”.
 

Cidália Carvalho

 

08
Jan10

Pais de hoje (Família – 2)

Publicado por Mil Razões...

 

Quando pensamos nessa instituição a que damos o nome de família, é impossível não pensar nos pais dessa família. Quem são? Qual o papel que desempenham nesse grupo de pessoas? Serão eles apenas os progenitores, aqueles que geraram uma ou mais vidas? Que responsabilidades têm eles sobre esses novos seres?
 
Numa fase muito inicial da evolução perceptiva do bebé, a mãe e o pai tornam possível o desenvolvimento do contacto com as coisas do mundo exterior, possibilitando à criança diferenciar-se como pessoa numa relação que começou por experiências de vivência dual (mãe-bebé). Assim, o bebé tem novas e fantásticas experiências que lhe permitem perceber a existência de coisas e acontecimentos que se encontram fora do seu “eu”.
Os pais são os primeiros cuidadores da criança. Deles é esperada a protecção e o mimo. O incentivo para o primeiro passo, o conforto depois de cada queda…
A função educativa, partilhada com a escola, pertence também aos progenitores. Os pais enfrentam diversas situações que ocorrem no dia-a-dia das crianças e adolescentes, tendo o papel fundamental de lhes introduzir valores como a amizade, a responsabilidade, a generosidade, a tolerância e, muito importante, o respeito pelos outros.
 
Já na idade adulta, é nos nossos pais que muitas vezes encontramos o apoio e inspiração para enfrentar as adversidades do dia-a-dia. Eles funcionam como modelo de alguém que aprendeu muito essencialmente por imitação de comportamentos.
Enfim, os pais são essenciais à formação de cada um como pessoa!
 
Andreia Esteves-Pinto
 
29
Mai09

Quem responsabilizar? (Sobre Comunicação – 5)

Publicado por Mil Razões...

 
O diálogo entre pais e filhos reveste-se de singularidades que o tornam tão difícil quanto importante. Abundam os textos sobre as dificuldades e responsabilidades na perspectiva dos pais. Mais difícil se torna encontrar reflexões centradas no papel a desempenhar pelos filhos, como se as dificuldades e responsabilidades existissem apenas para com a geração seguinte. O peso excessivo que por vezes é colocado nos pais, só aparentemente os pune e responsabiliza em demasia. Na verdade, essa perspectiva unilateral torna-se de tal modo pesada, que leva a que muitos pais a interiorizem como inatingível.
A co-responsabilização no estabelecimento e manutenção do diálogo deve constar, à partida, das regras elementares que enformarão todo o relacionamento. Só assim se estabelecerá uma relação equilibrada e sadia, estruturante para o desenvolvimento responsável dos filhos e determinante para que o diálogo aconteça e se mantenha.
 
O desenvolvimento harmonioso e completo dos filhos é uma das responsabilidades mais importantes dos pais. A manutenção do diálogo é certamente uma das armas mais eficazes para se alcançar esse objectivo. Todos nós conhecemos exemplos de filhos emocionalmente afectados pela ausência de diálogo com os pais. Mas serão menos numerosos, ou menos relevantes, os casos de pais que sofrem pelo mesmo motivo? O equilíbrio emocional da família só se conseguirá, se ambas as partes assumirem as suas responsabilidades, empenhando-se para que o verdadeiro diálogo aconteça.
 
José Quelhas Lima
 

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