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O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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26
Abr11

Os anos mais tardios (Idade Maior – 8)

Publicado por Mil Razões...

 

Quando começa oficialmente a velhice? Será aos 65 anos? Porque é que tu estás a envelhecer?

 

As “teorias da pré-programação do envelhecimento” referem que existe um tempo limite interno para a reprodução de células e que a determinada altura esta cessa. Ocorre então uma “auto-destruição” na biologia interna do corpo (Hayflick, 1994). Por outro lado as “teorias do desgaste” sugerem que as funções mecânicas do corpo deixam de se realizar muito à semelhança do que ocorre com uma qualquer máquina. Pode, por um lado, assistir-se ao processo de “caramelização” ou “glicosilação”, em que os açúcares em excesso se juntam às proteínas das células dando origem a uma camada pastosa que bloqueia as artérias e enrijece as articulações. Por outro lado, a acção dos “radicais livres” que são moléculas instáveis de oxigénio produzidas durante o funcionamento normal celular e que andam à deriva dentro das células, danificam-nas.

E como é que queres envelhecer? Podes escolher! Há várias teorias entre as quais a “teoria da desengrenagem do envelhecimento” que sugere o processo de envelhecimento como uma retirada gradual do mundo a vários níveis, físico, psicológico e social (Cummings e Henry, 1961). Com menos energia há necessariamente menos actividade. A atenção é redireccionada do exterior para o interior e da sociedade para o próprio. Pode ser, com certeza, perspectivado como muito positivo para muitos. Uma etapa de reflexão e de introspecção.

Em alternativa a “teoria da actividade do envelhecimento” refere que as pessoas mais felizes são as que se mantêm mais activas. É claro que, salvaguardando as devidas diferenças individuais, a actividade por si só não parece ser garante de muito. Antes, a natureza da mesma parece fazer a diferença.

 

Teorias à parte, até ao momento parece não haver fuga possível a este processo que pode ser pessoalmente sentido ou vislumbrado como severo e penoso ou suave e sereno. Pode ser abordado de forma mais técnico-científica ou filosófica. Mas atenção, não te enganes! Assim como não há passado, não há, de facto, futuro! Só tens mesmo é o frágil presente. Sim, garantido é mesmo este momento. Como “dizia” Robin Williams: Carpé Diem! Aproveita-o! Faz com que, quando olhares para o caminho percorrido, seja com satisfação e tenhas um sentimento de realização, de preenchimento e de orgulho. Só tu sabes como conseguir isso! A tua missão é, a partir deste momento, tornar a tua vida extraordinária e contribuíres para que outra qualquer pessoa também sinta que continua a existir esperança. Experimenta pequenas grandes coisas como um sorriso, uma palavra, um olhar!

Odes (I, 11.8) do poeta romano Horácio (65 -8 AC):

“Tu não procures… encurta a esperança, pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã”.

 

Ana Teixeira

 

01
Abr11

Envelhecimento Activo: Mudar o presente para ganhar o futuro (Idade Maior – 1)

Publicado por Mil Razões...

 

Em 2002, durante a II Assembleia Geral sobre Envelhecimento Activo, os Governantes lançaram o desafio para a construção de um Plano Internacional de Acção para o Envelhecimento. Um dos desafios e compromissos assumidos visava o alcance de um envelhecimento seguro e saudável que só seria possível pelo reforço e priorização do objectivo de erradicação da pobreza ao nível deste grupo populacional.

Passados 10 anos este ainda é um desafio que se impõe a nível europeu e a nível nacional. A pobreza é uma clara violação dos direitos humanos e uma sociedade nunca poderá ser coesa e inclusiva se continuarem a existir situações de desigualdade e de vulnerabilidade. Para a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza este é um princípio de actuação pelo qual luta há 20 anos e que esteve na base da promoção do Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento Activo.

O reconhecimento das crescentes alterações demográficas e de que as pessoas idosas são dos grupos em maior situação de vulnerabilidade face à pobreza (20,1% em 2008) suscitou, por si só, a reflexão em torno de algumas propostas que visassem contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas idosas, com uma atenção particular às que vivem em situação de pobreza e de exclusão social.

As propostas foram estruturadas em 4 grupos nos quais se procurou reunir um conjunto de elementos que pudessem traduzir o estado da arte da intervenção nas questões do envelhecimento, para, logo de seguida, serem apresentadas algumas orientações/recomendações para a prática.

O 1º grupo, orientado para a produção de conhecimento em torno do contínuo envelhecimento demográfico e da situação social das pessoas idosas, procurou dar ênfase à necessidade de mobilização da sociedade civil para a construção de uma estrutura de acompanhamento do fenómeno que qualifique a informação produzida por este. Uma estrutura deste tipo, a ser construída, teria também uma função mais alargada que passaria pelo planeamento e lobby junto dos órgãos decisores.

O segundo grupo incidiu sobre as políticas direccionadas para o envelhecimento activo, salientando a necessidade de uma maior e melhor definição de orientações com vista à promoção de um envelhecimento saudável para todas as pessoas. Embora as questões políticas tenham um efeito directo no modo de intervenção com esta população, o grupo de trabalho percebeu a necessidade de identificar algumas propostas mais específicas para a intervenção no fenómeno do envelhecimento.

Este 3.º grupo apelou à importância do trabalho em parceria entre as Organizações, tendo em vista o desenvolvimento de uma Estratégia integrada e concertada às necessidades das pessoas idosas. A intervenção beneficiaria ainda da promoção de uma política de qualidade das respostas sociais que obedecesse a um conjunto de princípios dirigidos às especificidades do sector e dos públicos em questão.

Um último grupo de propostas foram orientadas para a informação, sensibilização e formação na temática do envelhecimento e das problemáticas a ele associadas.

Várias são as observações que podem ser apontadas a este trabalho, mas muitas delas reconhecem as potencialidades do mesmo como instrumento de acção para as organizações e profissionais destas áreas, mas também como instrumento de lobby. Independentemente do uso que se fizer deste documento, o Grupo de Trabalho sobre Envelhecimento Activo é unânime quando considera que deve ser um esforço de toda a sociedade operacionalizar mudanças no presente de modo a planear um futuro onde o bem-estar de todas as pessoas seja objectivo único e primordial.

 

Paula Cruz

EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza

(Articulista convidada)

 

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