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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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24
Out16

Sou o que sou porque o herdei de alguém (Herança – 8)

Publicado por Mil Razões...

Suitcase-JoseAntonioAlba.jpg

Foto: Suitcase – Jose Antonio Alba

 

No fascinante universo da Psicoterapia existe um método terapêutico deveras interessante, por espelhar as falhas que existem no sistema mais importante na vida do indivíduo - a família.

Basicamente é uma terapia que assenta em três pilares muito simples:

- Necessidade de pertencer a uma família (muitas vezes em nome desta necessidade sacrificamos a nossa felicidade, para não sermos excluídos);

- Necessidade de ordem (quem nasce primeiro na família tem precedência sobre quem nasce depois);

- Necessidade de Equilíbrio (aquilo que se dá e recebe deve estar em equilíbrio numa relação para que haja paz).

Segundo o criador deste método terapêutico, onde existirem pessoas, estas forças estarão sempre a atuar para que haja equilíbrio entre elas.

 

Porém, nem sempre assim é. O que acontece é que, para além de herdarmos os olhos da mãe e o otimismo do pai, a casa do avô e a enxaqueca da avó, nós realmente herdamos as situações mal resolvidas também, pois a história da nossa família acaba por ser herdada por cada um de nós, existindo uma espécie de transmissão cultural que nos afeta mais profundamente do que é possível imaginar.

Por amor e pertença, podemos repetir um padrão familiar que nos desequilibra e leva à tristeza ou à doença, muitas vezes de forma inconsciente. Quando um dos três pilares é transgredido, resulta em sofrimento para a pessoa.

Este método propõe a possibilidade da pessoa compreender e integrar dentro de si a carga familiar que herdou, portando, permitindo a capacidade de colocar na ordem certa o próprio lugar dentro da família e uma certa ordem interior.

 

A questão que coloco é se seremos nós assim tão livres e independentes quando, na verdade, temos tantas cordas e amarras invisíveis que nos amarram ao passado e aos membros familiares que nos antecederam. Serei então aquilo que sou, ou um espelho da minha família? Serei assim tão independente nas decisões que tomo ou é a voz da família que ecoa em mim e escolhe?

 

Nota: Falo, no texto, sobre a Terapia das Constelações Sistémicas Familiares de Bert Hellinger.

 

Sara Almeida

 

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