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14
Dez15

Medo mudo (Medo - 13)

Publicado por Mil Razões...

ICanNotSpeak-GeorgeHodan.jpg

Foto: I Can Not Speak – George Hodan

 

Medo que grita sem voz.

Medo, medo, medo.

O medo em silêncio é o que mais destrói e corrói.

Medo de verbalizar o medo que o coração já sente e que o corpo sofre.

Medo que não sai da cabeça. Que mói e que dói.

A angústia, a dúvida, a incerteza que é já uma certeza, mas que enquanto não ouvimos na voz parece doer menos.

Ilusão. Engano. Mentira.

Está tudo lá e ela sabe disso. Só finge não saber.

Medo de assumir, medo de se ouvir. Ouvir o que toda ela já sabe mas a quem o medo impede de falar, porque não quer acreditar. Porque não pode ser possível. Porque não pode ser verdade. Porque falar é assumir, enfrentar, e no silêncio mora a ilusão de que nada se passa.

Nem à mãe, nem à irmã ou melhor amiga. A ninguém. Guardar, fechar, tentar matar dentro de si o que há muito vive na pele, dos pés à cabeça, de noite e de dia, no sono e sem sono que insiste em não vir.

Falar é morrer de pressa. É confrontar-se. É tornar real o que já o é, mas que finge não ser.

 

Que se fale sempre. Porque morrer devagar e por dentro é matar-se sem morrer.

Já o morrer por fora, gritando de viva voz o medo que dói e a dor que destrói, ajuda ao fim da dor, que com o tempo há de sarar.

E em cada fim há sempre a esperança de um renascer.

 

Joana Pouzada

 

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