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04
Nov15

Infinitamente e para sempre, sem o ser (Tempo – 15)

Publicado por Mil Razões...

GlassCupWithTea-GeorgeHodan.jpg

Foto: Glass Cup With Tea – George Hodan

 

Não chores porque acabou.

Daqui a pouco tempo, que te parecerá muitíssimo, hás de sorrir porque aconteceu.

Não te perguntes “porquê”. Não te questiones. Acima de tudo não te ponhas em causa.

Não interessa. Agora não interessa nada e a verdade é que, tu sabes, nem sempre existe um porquê. Quase nunca existe um porquê. São muitos, são-nos aos montes.

E no final, mesmo que sem fim, não interessam para nada.

Há histórias assim, sem fim. Há histórias que terminam antes do final. Porque o fim já era. Foi sendo, foi findando. Não tem de haver um ”The End”, como não tem que haver uma razão, agora. Porque em nada te acrescentaria ter uma justificação e tirar-te-ia mais e mais, a ti que hoje te sentes tão pouco ou nada, tão triste e tão pequenina.

Mas não és. És enorme. És grande na tua força. Mesmo que não a sintas agora e nem saibas onde a ir buscar.

Vais encontrá-la. “Deus não nos dá sofrimentos sem nos dar forças para os suportarmos”. Aguentamos tudo, amiga.

E tu, que és imensamente forte no teu interior, no teu coração e nos teus valores, como linda pessoa que és, vais ultrapassar isto. Vais ultrapassar-te, superar-te. Vais crescer e aprender e ser melhor, como sempre soubeste ser.

 

Um dia, quando tudo passar, nem vais acreditar que doeu tanto.

Mas dói. Eu sei que dói.

Dói infinitamente e para sempre, sem o ser.

Não chores.

Não chores na alma por já não teres lágrimas para chorar. Choraste demais. Demasiadas vezes. E foi nessas lágrimas, em que te desfizeste e acabaste, que foi nascendo o fim.

Era o fim e tu já sabias, sem o saber realmente.

O fim vive na história e é toda a história que faz o fim.

Findaste-te e finaste de todas as vezes que a angústia e a tristeza te escorreram pela cara, pelo que não estranhes se as lágrimas agora secaram.

Hão de voltar.

Serenamente, e quando menos esperares.

 

Até lá, tens o meu colo. E o meu abraço. E o meu mimo.

Dou-te o meu colinho, sentado no meu sofá, ou no teu, ou onde tu quiseres, mas onde sabes que podes deitar a cabeça e as lágrimas, sempre que te apetecer. Sem cerimónias ou vergonhas, que a amizade também se veste de intimidade, de mimo, de segredos. E de choros, de riso ou de infelicidade.

 

Faço-te um chá, amiga. E um cafuné. E só não canto para ti porque sabes que não sei cantar, mas encho-te de música se assim quiseres, ou então fico em silêncio a escutar a tua ausência de palavras. Ou um monte delas, se as quiser dizer e partilhar.

E passo contigo este tempo, amiga, esse tempo que mesmo não sendo muito, sei que vai custar (-te) muitíssimo a passar.

 

Joana Pouzada

 

Porto | PORTUGAL

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