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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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Destaque

Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

26
Jun17

Ouvir melhor, sentir melhor (Silêncio – 17)

Publicado por Mil Razões...

Silence-GerdAltmann.jpg

Foto: Silence – Gerd Altmann

 

O silêncio está em todo o lado.

Está entre duas imagens. Está entre duas palavras. Está nos momentos de grande alegria e ainda mais nos momentos de infelicidade. Está quando o sol se põe. Está na descoberta de uma grande verdade. Está numa grande viagem de comboio. Está entre duas pessoas cúmplices. Está na nossa essência.

É valorizado? Talvez não. O silêncio pode ser profundamente perturbador, pois tal como um lago calmo, o silêncio pode espelhar tudo aquilo que não queremos ver nem sentir.

Se o silêncio dos sons ainda se pode tolerar, o silêncio da mente, pode ser difícil de atingir. Mas é este silêncio que permite que as feridas da Alma sejam verdadeiramente curadas.

Como sugerem os budistas, praticar a Arte do não falar permite que a luz do coração se manifeste e o poder da sua sabedoria o transforme.

 

Sara Almeida

 

23
Jun17

As pessoas (Silêncio – 16)

Publicado por Mil Razões...

Anger-PublicDomainPictures.jpg

 Foto: Anger – Public Domain Pictures

 

As pessoas. As pessoas e as suas bocarras. Enormes, monstruosas no seu falar de escorrências cerebrais improdutivas, inúteis, estéreis!

Falar por falar. Dizer para marcar presença. Apenas um atirar de palavras que não servem mais do que o propósito de provocar ruído, massacre auditivo. O propósito da comunicação perde-se para dar lugar à verborreia.

Não haverá quem as cale?!... Que efeito sublime teria esse silêncio de nadas, que seria muito mais do que o tudo vazio que se insiste em dizer!

 

Introduza-se uma disciplina no currículo académico que ensine a importância do não dizer, do não falar, do não abrir a boca (enfim, talvez só para bocejar!).

 

Sandrapep

21
Jun17

Inspirar, expirar (Silêncio – 15)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Happy – Melissa Flor

 

Houve tempos em que me lembro apenas de um silêncio cinzento e espesso que me povoava os dias. Nessa altura, sentia-me como se estivesse largada no mar, ofegante a esforçar-me por manter a cabeça à tona para respirar. Muitas vezes questionava-me sobre o “para quê” de respirar e era então que ouvia um choro ou um riso - foram mais risos, na verdade – de uma criança acabada de nascer. E não tinha alternativa: inspirar, expirar… Porque a vida não parou.

Depois, esse silêncio transformou-se em vozes, revolta, ironia, medo, raiva... Adormecia e acordava completamente exausta pela falta de silêncio, pela confusão. A única forma que tinha de calar esse silêncio ensurdecedor, era ligar bem alto o rádio do carro, com música bem barulhenta, nada de lamechices ou de me trazer memórias! E continuava: inspirar, expirar… Porque a vida não parou.

 

E como vem a bonança atrás de uma tempestade, mesmo quando é uma daquelas tempestades que brota do mais profundo das nossas trevas, hoje busco o silêncio da tranquilidade, como quem busca a sua própria felicidade. Com o tempo, tenho aprendido a silenciar-me durante os bons momentos para sentir o sabor dessa quietude feliz, para que ao cristalizá-los, me certifique de os vivi com intensidade e de que vão ficar para sempre na minha memória, porque tenho perfeita consciência da irrepetibilidade de um momento. Hoje não me basta pensar que o dia de ontem foi um dia feliz, não, ontem tenho que ter vivido essa felicidade, tenho que ter parado por momentos para sentir aquele momento no momento.

E continuo: inspirar, expirar… Porque a vida não para.

 

Ana Bessa Martins

 

19
Jun17

Ser (Silêncio – 14)

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Foto: Face - Edward Lich

 

É no silêncio que pesam as palavras, que transpiro as dores e se ouve a alma. É no silêncio que vivo a paz e o tormento, o certo e o errado, sem perturbações mundanas.

Silêncio é peça que desconstrói e dá balanço. É vida para além do som. É tempo morto em que se vive intensamente o todo que nos faz únicos. É no desconcerto que provoca que acerto as pontas soltas, desencontradas entre os murmúrios das vidas que me rodeiam e perturbam o pensar. Silêncio belo. Silêncio de mil sentires, pensares, viveres... Temos a tua existência ignorando que é nele que temos respostas para sem ti viver. Ser. Respirar. Silêncio grito, silêncio calma, silêncio alma...

 

Deixo-me cair nos teus braços, aqui e agora neste lugar inquieto em que perco o olhar no horizonte, em que busco o sopro de tua sabedoria eterna. Envolta em ti, suspiro e deixo cair meu corpo no descanso da tua paz. Silêncio... amigo meu, meu amigo.

 

Landa Cortez

 

16
Jun17

Amanhã repete-se tudo (Silêncio – 13)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Depression - Štěpán Karásek

 

Não se produzem certas palavras e frases em certos sítios. As cabeças andam baixas e os olhos fixam principalmente um chão gasto. Os corredores estão preenchidos de sons, muitos deles sem significado. Por aqui não há silêncio. Todas as horas são preenchidas por passos, pessoas e animais. Não existe recanto de sossego onde se possa desligar. Nem que seja por um minuto. Existe a exigência de estar sempre por cá. Sempre presente, nem que se esteja ausente. Como já disse, não se dizem certas coisas. Coisas de um silêncio que não se cala. Elas estão lá e toda a gente o sabe.

 

Os atrevidos sussurram certas palavras e certas frases. Nesse caso, os olhos não miram o chão, mas acompanham a rotação desconfiada do pescoço. Perscrutam um horizonte curto sempre à espera da surpresa vigilante. A regra do silêncio impera, mas estes bravos cobardes atrevem-se a trocar ideias e informações. Tolos... No final do dia nada ou pouco adianta. Segue-se para casa e arranja-se qualquer coisa para compensar. Umas minis, o futebol, a novela ou compras que não se pode pagar. Qualquer coisa... qualquer coisa para quebrar o sentimento de impotência. O do descontrolo do nosso destino. Durante oito horas alguém mandou em nós. É justo que agora nós mandemos. Ou que tenhamos a doce ilusão de tal. Amanhã repete-se tudo.

 

Rui Duarte

 

14
Jun17

Contraste (Silêncio – 12)

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Foto: Headache - Darwin Laganzon

 

A última recordação que tenho é de estar deitado, na minha cama, a contemplar e a olhar o teto, enquanto a luz do sol espreitava por entre os buracos da persiana. Não estava mais ninguém em casa. Só o silêncio que lá mora e eu. Um momento apenas interrompido pelos pássaros que chilreavam lá fora e pela passagem de um ou outro carro que seguia o seu destino. E eu ficava ali… estava naquela serena tranquilidade.

Fechei os olhos e as vozes começaram pouco tempo depois. Primeiro, ao longe. Quase como um murmúrio. De seguida, aumentaram de intensidade, mas não de sentido. Não era a voz de um anjo e de um diabo, como naqueles típicos dilemas. Era pior do que isso: eram vozes de pessoas, que surgiram, de repente. Apareceram sem serem convidadas, simplesmente.

 

A partir daí, a clareza deixou de fazer parte da minha realidade. As vozes não paravam de me dizer o que devia dizer, davam-me ordens, falavam por mim. Em momentos de lucidez, conseguia perceber que uma delas era feminina e outra masculina, mas confundia o que ambas diziam.

Serviam-se do meu corpo para ter onde habitar, tal como um parasita que se alimenta às custas do seu hospedeiro. Inventavam histórias dentro da minha cabeça e faziam-me acreditar que era nelas que eu vivia. Gritavam comigo, falavam em simultâneo, deixavam-me perdido. Era como se eu, enquanto ser individual, tivesse deixado de existir. Tudo era desordem, caos e confusão. Lembro-me de movimentar-me como se estivesse a livrar-me de alguma coisa e de bater com as mãos na cabeça. Só queria que elas parassem…

 

Abri os olhos. Assim como surgiram quando os fechei, podia ser que se fossem embora quando os abrisse. Mas elas continuavam lá. Abrir e fechar os olhos não é a fórmula mágica para fazer desaparecer o que não queremos.

O silêncio é subvalorizado. Não é oco e tem as mais diversas formas. Há um turbilhão de coisas a acontecerem enquanto ele acontece também. Aquele quarto onde habitava o mais profundo silêncio e sossego contrastava com a mente que não sossega nem deixa sossegar. Talvez o silêncio seja isso: um contraste. Uma dádiva e ensurdecedor ao mesmo tempo.

 

Sandra Sousa

 

12
Jun17

Matizes (Silêncio – 11)

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Suffering-AndreeaMariaSilvestru (1).jpg

Foto: Suffering – Andreea Maria Silvestru

 

...

(silêncio)

O silêncio é caleidoscópico! Tem miríades de nuances e significados! Contém toda a sabedoria da humanidade, talvez por isso se diz que é de ouro. Pode ser de sabedoria, de um fervilhar de ideias e pensamentos, do mais doce amor, de compreensão, de empatia e de compaixão. Pode ser intencional e consciente, uma porta de acesso ao divino, uma conexão com o universo, um canal para o conhecimento mais profundo de si próprio e do universo.

O silêncio pode ser uma arma, contém em si todo o rumor do mundo, pode ser ensurdecedor, de revolta e de raiva, de resistência e do mais vil e convincente desprezo.

Tem também um lado oculto e perverso. O silêncio da penitência. O silêncio de quem cala consente. O silêncio sufocado, engasgado de dor e sofrimento, o silêncio do medo, do pavor, da dominação, da subjugação.

 

O silêncio do sofrimento que tantos ainda vivem, ou melhor, sobrevivem! Quantas crianças sofrem em silêncio pelos sonhos arrebatados, pelos maus tratos e violações a que as sujeitaram. Quantas mães se subjugaram em silêncio, às violentas e abjetas agressões dos seus filhos e maridos. Quantos idosos sofrem em silêncio, os maus tratos dos seus filhos que tanto amam, pelos quais se sacrificaram para lhes dar uma vida digna e sem privações.

Por último, aquele silêncio tão familiar em cada um de nós, o silêncio da indiferença. Da indiferença do que acontece, do que se passa para além de nós próprios, da nossa bolha asséptica e intransponível. Este sim, é o silêncio mais nefasto, porque nos anestesia, nos torna ainda mais insensíveis às emoções e ao sofrimento dos outros. É o silêncio da indiferença que nos desconecta dos outros, estagnando e regredindo a humanidade.

Por vezes, há que rasgar o silêncio, fazê-lo explodir, jorrando as vozes nele contidas!

 

Tayhta Visinho

 

09
Jun17

Dicotomia (Silêncio – 10)

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Foto: Love - Elisa Christensen

 

Houve um tempo em que fomos inocentes de palavras, lembras-te?...

O silêncio, trémulo, quase a medo, encostava-nos os corpos arados de fresco, e os olhos calavam-se em sede de saber-se a fundo, de tatear-se, de só sinalizar o momento em que se abria um beijo...

Nos nossos silêncios límpidos a palavra era excesso, comunicávamos com a polpa dos dedos, em toques sensíveis, entendíamo-nos com os olhos, num bailado de luzes que nos arrebatava a lugares encantados dentro de nós e tingiam de rubor a minha pele de espanto adocicado. O silêncio era um lugar mágico, místico, onde nós éramos dois em um, e o mundo um longínquo marulhar de vozes. 

Tu lias-me os lábios, escrevias-me devagar com os teus, e eu, página límpida, sustinha a respiração para não assustar o prazer que precede todos os poemas.

Era o tempo em que o silêncio era nosso.

____

 

É o tempo, agora, de sermos do silêncio.

Culpados de palavras, estorvam-nos os seus sons entre nós, ameaçando o nosso feudo individual, os nossos pensamentos próprios, a nossa liberdade. Cansa-nos respirá-las, contraria-nos ouvi-las. E o que conseguimos ser, um em um, é apenas um resto de mistério, uma pergunta em suspenso, em desespero de voz antagonizante e hostil.

Deflacionamos as palavras por força de as prolongarmos de dentro para fora de nós? Não somos já dignos de as pronunciar, por lhes termos, tantas vezes, profanado o tom e vilipendiado o sentido? Ou é a minha voz, ou é a tua voz, ou são as nossas vozes, ecos de um vazio que nos vai sugando o prazer de sermos... apenas poemas à espera de serem escritos?

O silêncio tomou-nos, meu amor, ou fomos nós que nos refugiamos nele, que o amamos mais que a qualquer murmúrio de páginas do livro que deixámos sem final?

O silêncio, agora, asfixia. Rasga-me por dentro em ranger mudo de lâmina e a marca que me deixa na pele, como mensagem fugidia e lacónica, é apenas uma palavra desaprendida: "Amo-te (?)"

 

Teresa Teixeira

 

07
Jun17

Silêncio, que se vai viver! (Silêncio – 9)

Publicado por Mil Razões...

NewYork-MelissaMahon.jpg

Foto: New York – Melissa Mahon

 

Se o silêncio não é não fazer barulho, existem momentos da vida que o não fazer nada é por demais barulhento, turbulento e incómodo. Há quem adore o silêncio e faça disso o alfa e o ómega para poder pensar, contudo, para outros, ele é condição fundamental para poder tomar decisões.

Falando na primeira pessoa, diria que gosto do silêncio pontualmente e pouco dado a vazios de sons e de alma. No balanço do ruído e da sua ausência, prefiro, de longe, o barulho da vida, do trabalho, do lazer, do movimento, do quotidiano das cidades e do campo. Sou pouco dado a grandes refúgios e retiros.

 

Às vezes os silêncios metem medo por nada dizerem, por serem ausência de vida. Gosto de sentir o silêncio dos templos por ser melhor para refletir e comunicar comigo próprio. Gosto do silêncio dos gabinetes para ouvir melhor os cérebros de quem decide e, sobretudo, de justificarem o porquê da decisão. Gosto do silêncio dos estádios porque simbolizam momentos decisivos para o que está acontecer. De resto, interpreto os outros silêncios como sinais de vida, de trabalho, de alegria, de comunhão, de fraternidade, de solidariedade. Por isso, por vezes, estes momentos que até podem primar pela ausência de barulhos, podem ser ensurdecedores pelo que transmitem, pelo que significam, pelo que predizem. Desta forma, prefiro o dia à noite, o verão ao inverno, o trabalho ao descanso, a companhia à solidão, etc. É que tenho muito tempo para estar em silêncio e não tenho pressa!

 

Fernando Lima

 

05
Jun17

Este é o meu monstro (Silêncio – 8)

Publicado por Mil Razões...

JoyOfLife-Ludi.jpg

Foto: Joy of Life - Ludi

 

Vês o meu sorriso no rosto e deténs-te. Admiras a minha gargalhada fácil e revoltas-te. Enerva-te a minha voz serena, o meu colo doce e a minha paixão nas palavras.

Agita-te o meu vagar nas horas, o meu café demorado pela manhã. Irritam-te os copos meio-cheios que deixo espalhados pela casa. Tira-te do sério a minha capacidade de deixar arrastar pelos dias tudo e tanto que poderia estar a fazer. Perturba-te que o mundo desmorone enquanto eu passeio com o meu sorriso, a minha paixão e a minha gargalhada, incólume ao caos das nossas vidas. Azeda-te a minha indiferença enquanto fazes malabarismos para segurar as 4 bolas no ar sem que se estatelem no chão. E eu, de longe chamo por ti… ”Olha! Olha um arco-íris!” E ensurdece-te esta voz que fala de tudo o resto que acontece enquanto o mundo onde tens, e bem, os olhos postos, vai caindo num sufoco de impotência.

 

Meu amor. Entendo-te. Sei-te bem. Mas ouve-me agora. Dá-me a tua mão e coloca-a aqui no meu peito. Ouves algo a bater? Não, não é um coração. É um monstro que aqui trago amordaçado. Detido e silenciado. Ouve-lo a bater com força no meu peito? Ele bate com tamanho ardume que me chega a doer. E sabes porque bate assim? E sabes porque dói? Quer libertar-se e, por isso, pontapeia-me. Lá dentro, fez-me refém no silêncio e segredou-me ao ouvido: “Deixa-me virar tudo do avesso! Grita, esperneia como ele! Despeja os copos que espalhaste pela casa e vai arruma-los vazios no armário. Não vês que tudo cai lentamente por terra? Não sentes os cortes nos teus pés de tanto que teimas em colocá-los descalços sobre o fio da navalha afiada? Não vês que, tal como todos os outros, os estilhaços dos escombros te ferem? Não preferes chorar e chorar e lamentar-te e ver que os copos nunca estiveram meio-cheios?”.

 

Quando te deitas, fico eu e o meu monstro. Abraço-o e acalmo-o. Choro sem chorar, grito sem se ouvir. Liberto-lhe as amarras e afago-o. Escuto tudo o que tem para me dizer até que esgote as palavras. E então, amarro-o outra vez. Amordaço-o de novo. E deito-me em silêncio. É deste pesar que faço o meu sorriso e a minha gargalhada fácil. É deste pesar que forjo a coragem de ousar demorar-me todas as manhãs e vislumbrar um arco-íris.

E acordo cansada, e tu não vês. Não assistes à luta de feras que travo em mim, todos os dias da minha vida. Porque neste palco sou rainha. Porque deste teatro sou mestre. E raios me partam se eu me vou a baixo! Por isso, o mundo pode ruir, mas o meu sorriso não. Porque enquanto puder trilhar o caminho, para o percorrermos caminharei erguida e nem darei pelas feridas nos pés, pelos estilhaços na pele, pelo fumo das derrocadas. Porque enquanto eu sorrir e abraçar serena, enquanto eu deixar o meu colo ser amor e não queixume, enquanto trouxer a paixão nos olhos e a esperança nos lábios, seremos felizes. E sei-o tão profundamente que chego a acreditar, e acredito tão verdadeiramente que tu, por vezes, também. E basta uma gargalhada que não a minha para eu saber que o silêncio valeu, enfim, a pena.

 

Vanessa Brandão

 

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