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11
Mai10

A falência da cura (Morte – 9)

Publicado por Mil Razões...

 

O envelhecimento demográfico da população, o registo crescente de doenças oncológicas, infecciosas (como a infecção VIH/SIDA), doenças neurológicas degenerativas e de insuficiência de órgão (como a insuficiência cardíaca, pulmonar ou hepática) tem levado ao aumento do número de doentes crónicos, para quem o objectivo da cura não faz sentido. Estes doentes padecem de grande dependência e sofrimento, quer físico, decorrente dos sintomas causados pela patologia de base, quer psicológico.

Os profissionais de saúde são “treinados” para a cura, o que faz com que tratamentos penosos e exames desnecessários sejam realizados na tentativa de alcançar uma “cura utópica”. A falência da cura não deve ser encarada como uma derrota, mas sim como um ponto de partida para um tratamento diferente: o tratamento dos sintomas que causam sofrimento, o apoio ao doente e à família, a aceitação da MORTE e a aposta na qualidade de vida. Este é o objectivo dos Cuidados Paliativos. Através de equipas multidisciplinares os Cuidados Paliativos centram-se nesta missão e impõem-se como uma necessidade cada vez mais iminente na sociedade e como um direito humano.

 

Joana Gonçalves

 

Porto | PORTUGAL

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Comentários recentes

  • marta

    Uma pintura para a compaixão que este texto merece...

  • marta

    Um texto verdadeiramente Verdade...obrigada....e e...

  • Anónimo

    Oh, minha querida. Nunca saberei a dimensão da tua...

  • Anónimo

    Ana, deve ser tão difícil...a experiência de morte...

  • Paulo Das Neves

    Alucinante e envolvente...muito bom!

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