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12
Set16

A teoria do jogo (Jogo - 12)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Man – Omer Yousief

 

Na ótica de Gomes, Orlando (2013), seriam necessários alguns elementos de base para definir o jogo, elencando como primeiro elemento um conjunto de jogadores, em que num modelo simplificado de interação circunscreve-se a dois jogadores. De seguida, cada jogador terá, então, um conjunto de estratégias que poderá escolher dadas as estratégias disponíveis para os outros jogadores; e finalmente, cada estratégia produzirá um efeito (payoff) que dependerá decisivamente das linhas de ação ou estratégias escolhidas pelos restantes jogadores.

A teoria do jogo é assim compreendida como um estudo formal da interação estratégica entre agentes competidores num mesmo espaço, e começou a ser aplicada por planeadores chineses há 2500 anos.

Certa passagem do incontornável livro A arte da Guerra, de Sun Tzu, destaca que “aquele que conhece o inimigo e conhece a si mesmo não ficará em perigo diante de centena de batalhas. Aquele que não conhece o inimigo mas conhece a si mesmo às vezes vence, às vezes perde. Aquele que não conhece a si mesmo nem o inimigo invariavelmente perde todas as batalhas”.

John Nash, matemático norte-americano e vencedor do Nobel de Economia em 1994 pela notável contribuição que ajudou a revolucionar o campo matemático da teoria dos jogos, demonstrou através do dilema do prisioneiro, a competição ou cooperação in extremis entre jogadores na determinação do ponto de equilíbrio dessa relação, que passou a ser conhecido como o equilíbrio de Nash.

 

O drible é uma habilidade crucial para o jogo competitivo, em que se consegue transpor temporariamente ou definitivamente o adversário com a bola em sua posse e domínio, todavia não bastam habilidades e acrobacias para se vencerem partidas mas sim um conjunto das decisões tomadas em todo o tempo cronológico que durar a partida.

Por sua vez, a cooptação é um estágio evoluído de competitividade e maturidade entre os players, que decidem cooperar estrategicamente, partilhar risco e recursos, para desenvolverem alguns projetos de interesse comum e posteriormente colherem sinergias. A maturidade acima indicada resume-se no respeito mútuo que foi cultivado ao longo do tempo e na assumção de que as competências técnicas são intrínsecas e inalienáveis.

Para o sucesso dessa aliança é necessária a definição de regras de jogo transparentes, comprometimento e fair play da parte dos jogadores. Um acordo prévio de tréguas durante a vigência do projeto permite um alinhamento estratégico crucial para o sucesso da operação. Essa cedência ou privação de algumas liberdades enfraquece e até desarma o adversário, convencendo-o que a união será mutuamente vantajosa numa perspetiva de longo prazo.

Com efeito, para se atingir escala e crescimento sustentável precisamos de adversários fortes e aliados ou parceiros inteligentes e que partilham da nossa visão. A integração vertical de competências e confluência de virtudes distintas dará origem a novas áreas até então desconhecidas ou inexploradas, conducentes a diversificação da nossa atuação e consequente redução do risco global.

 

António Sendi

 

Porto | PORTUGAL

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