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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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12
Out15

O tempo, meu senhor (Tempo - 5)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Oude Klok – X Posid

 

Temos tempo, o Sol nasce todos os dias, apesar de ser a Terra, coitada, que tem que dar as suas voltas para que isso aconteça. Atrás de tempo, tempo vem.

 

Pois, mas tempo é dinheiro, diz o banqueiro que o emprestou e que gosta, esfregando as ávidas mãos, que o tempo passe, que os juros sejam cobrados, rogando para que as imparidades não lhe caiam nos braços, na hora das contas.

 

Ora, ora! Não há dor que o tempo cure, ele a tudo dá remédio. O que agora se apresenta como se fosse o fim do mundo, tempo passado e vai ficar só uma moedeirazinha, uma ralação que amofina e que deixa a pairar umas más memórias. É a vida.

 

Então, a memória é que será a verdadeira referenciadora do tempo, é que nos traz o quando, o como, o onde. Aquilo de que nos esquecemos, foi-se, mas o que lembramos, está. Não sendo o tempo elástico, a memória pode esticar um momento marcante, instante que seja, para toda a vida - a minha eternidade – ou encolher o que esquecemos até à nulidade.

 

Vai sendo tempo de pensar em não abusar da paciência do vosso tempo, ele é escasso, não é? Mesmo que infindável, pois um momento sucede a outro, e a outro e ainda mais outro: nós, durante a maior parte das nossas vidas, podemos ser donos de nós próprios, tomar decisões, fazer opções conscientes no momento, mas não conseguimos fazer parar ou acelerar o tempo.

 

Será um trabalho interminável, onde talvez a luta, a ambição e a esperança sejam a de conseguirmos passar pelo tempo, deixando marcas, em vez de aceitarmos apenas que o tempo passe por nós.

 

É que quando começamos a dizer muitas vezes “amanhã faço isto”, aumenta a probabilidade de amanhã voltar a dizer o mesmo. E aí, o tempo assenhora-se de nós.

 

Jorge Saraiva

 

11
Out15

Tenho medo de ficar sozinha (Suicídio - 6)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Beach Time – Irena Jackson

 

Entregou-me a carta sem uma palavra. Estava profundamente triste e eu sabia, não precisava que dissesse fosse o que fosse. Foram anos e anos a assistir à sua imensa dedicação à irmã que sofria de uma depressão profunda.

Seguia até desaparecer no meio da azáfama citadina do fim de mais um dia de trabalho. Impossível não questionar o sentido da existência…

Resisti a esse quebranto maldito que ceifa os mais frágeis. Olhei para o céu, imperturbável no seu cinzento metálico, respirei fundo, que é sempre uma maneira eficaz de combatermos o esmorecimento, e segui sem direção definida com a carta agarrada na mão.

Galguei as ruas das lojas indiferente ao seu encerramento, não queria comprar nada, talvez até quisesse… quem sabe a ressurreição da minha amiga que se tinha suicidado e deixara uma carta para mim…

Lembrei-me do meu último encontro com ela. Fora há cerca de um mês. Estava bem disposta, forte, segura de si, falara muito da sua última crise. Na verdade estava a recuperar de uma tentativa de suicídio que acontecera três meses antes.

“Realmente, pensar que a tendência suicidária desaparece quando a depressão diminui é um terrível engano.” Dei por mim a repetir esta frase ininterruptamente e o estado de choque começou a ceder o seu espaço a uma dor fortíssima no peito.

Subi a rua onde estava a passo apressado, ofegante, a repetir a frase, a querer fugir da minha incapacidade de perceber o pedido de socorro que a minha amiga me tinha lançado através da sua boa disposição, força e segurança.

Agora sim, escutava com clareza certo refrão escondido, a tropeçar na sua narrativa tão animada: “ Tenho medo de ficar sozinha em casa.”

No meio de tantas palavras, lançadas umas atrás das outras, estas eram mais umas, também lançadas umas atrás das outras, eufóricas!

“Tenho medo de ficar sozinha em casa. Tenho medo de ficar sozinha em casa. Tenho medo de ficar sozinha em casa.”

A minha amiga já sabia que a crise suicidária é curta e, se não há alguém por perto para acudir, pode resultar no suicídio. Num minuto confuso, impulsivo, de choque com a própria tristeza, com a própria dor irremediável, desiste-se. É num gesto rápido que se termina a vida. A minha amiga sabia e estava-me a dizer que não me fiasse na sua boa disposição porque a sua vulnerabilidade suicidária era uma companhia inesperável.

Parei repentinamente e abri a carta. Era um recado rabiscado num papel dobrado com o meu nome.

“Amiga que frio. Estou agarrada ao cobertor e o telefone está longe e só tenho papel e lápis e telefono-te assim sozinha em casa do frio. O cobertor não aquece, amanhã vem verão, diz a telenovela, e ainda bem para ir à praia. Agora, dormir, dormir e não acordar mais. Tenho medo de ir sozinha à praia.”

O quebranto maldito enrolava-me: Impossível não questionar o sentido da existência…

Olhei para o céu, imperturbável no seu cinzento metálico, respirei fundo, que é sempre uma maneira eficaz de combatermos o esmorecimento, e segui com direção definida, levando a carta agarrada na mão. Era preciso contar a história da minha amiga a todas as amigas e amigos que têm medo de ficar sozinhos em casa para lhes dizer que, se têm medo de ficar sozinhos em casa, devem vigiar muito bem esse medo para que, quando ele começar a aparecer, possam telefonar e pedir ajuda.

Afinal, quem resiste a um passeio na praia?

 

Sónia Coimbra

 

09
Out15

Tiquetaque (Tempo – 4)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Time On My Hands - Junior Libby

 

Aqui estou eu a tentar controlar e gerir as 24 horas do meu dia, igual ao número de horas de qualquer pessoa.

Mas o que fazer com elas?

O que é prioridade?

Dormir, pelo menos sete ou oito horas por noite.

Fico com apenas 16 ou 17 horas para tudo o resto.

Comer, entre pequeno-almoço, lanches, almoço e jantar, pelo menos 2 horas.

Sobram 14 ou 15 horas.

Trabalhar, 8 horas num dia bom.

As restantes 6 ou 7 horas são para caminhos para o trabalho e escola, brincar com os filhos, vestir, ir à casa de banho.

Ah! Com jeito ainda consigo 1 hora diária, alguns dias por semana, para fazer exercício físico.

E tempo de não fazer nada? Tempo de ser apenas eu?

Com este panorama, resta-me aproveitar cada atividade diária para o fazer, sem ficar à espera de ter tempo. Esse, não espera, apenas passa.

Viver cada dia como se fosse o último, ou seja, da melhor forma, qualquer que ela seja.

Isto se pensarmos em dias… É melhor assim, pois se pensamos em semanas, meses e anos, reparamos que muito se fez mas muito ficou por fazer.

Vivemos no tempo certo apenas, pode ser?

 

Sónia Abrantes

 

07
Out15

A pedra (Tempo – 3)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Happy Girl – Anna Langova

 

Hoje, dei por mim a fazer um esforço de memória para tentar lembrar-me dos motivos desta última zanga… É ridículo, não achas?

Será que eu me anestesiei ao ponto de já não registar nada, de não sentir mais nada, de simplesmente apagar estes pedaços de vida que tu preenches de negro?

E, vai-se a ver, são pequenos (grandes) nadas, mas que todos juntos, todos os dias, repetidamente, me cansam, saturam, irritam, destroem… Não sei quando me tornei assim, tão amarga…

Discordo! Discordo, porque se até nem pensar nisso, consigo ser feliz, verdadeiramente feliz! Ainda ontem, enquanto estendia a roupa ao som dos clássicos dos anos 2000, longe de todos estes pensamentos, eu cantei, dancei, saltei, senti-me nova, capaz de tudo!

Por isso, não, não sou amarga, tu é que tentas tornar os meus dias assim, mas eu não deixo. Ou melhor, vou deixando… Porque tem que ser…

Mas não sei. Realmente não sei. Quanto tempo mais conseguirei aguentar? Pensando melhor… Até se vai tornando mais fácil, porque agora eu não registo, (quase) não sinto e, na resignação de algo que tem que ser, aceito que nem todos têm que ser sempre e totalmente felizes.

E, colocando tudo em perspetiva, tu podes apenas ser… uma pedra no meu sapato.

 

Sandrapep

 

05
Out15

A fotografia (Tempo - 2)

Publicado por Mil Razões...

FotografiasCampoConcentracao.jpg

 

O tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do

mesmo modo e por toda a parte.

Albert Einestein

 

Sobressaltado, instinto de defesa em alerta, senta-se no catre. Do corredor chegam-lhe vozes que gritam não sabe o quê. Parece-lhe que choram mas ao choro sobrepõem-se vozes que parecem zangadas. Aproximam-se com passos rápidos e tão coordenados que parecem um só. Estão perto, cada vez mais perto. Um pontapé e escacaram a porta, entram bruscamente. Os gritos são ordens para se levantar. A tremer, de medo e frio, veste o que se imagina já ter sido uma camisola e, sempre em andamento, enfia as pernas numas calças esfarrapadas. Está assustado, o catre e o lugar exíguo, mal iluminado com ratos a disputar a vida com os homens, parece-lhe agora um lugar seguro. Quer recuar para esse lugar seguro mas é empurrado para a frente, para o corredor que é tão escuro como o cubículo de onde foi expulso. Quer fugir dali mas as pernas não cedem. E se cedessem para onde iria? Sente-se desfalecer. Uma mão segura a sua e aperta-a com força. Reconhece essa força, mantém-se direito com a dignidade que o pai lhe ensinou. Caminham de mãos dadas. Duas mulheres seguem à frente. Uma, a mais velha, está tão vergada pela dor que em altura se nivela pela mais pequena. Também elas caminham de mãos dadas. Ouve-as sussurrar e a voz que lhe chega acaricia-lhe a alma. A porta no fim do corredor dá para dois pátios, os homens vão para o da direita, as mulheres para o da esquerda. Ele larga a mão do pai, quer acompanhar a mãe e a irmã, mas a mãe repele-o e empurra-o para o lado do pai. Quer chorar mas as lágrimas não saem. Aguenta tudo e tudo não tem sido pouco, mas ser rejeitado pela mãe causa-lhe uma tristeza de morrer. Debate-se para ficar junto dela, agarra-lhe o vestido mas ela vira-lhe as costas.

 

O seu nome gritado fá-lo sentar-se na cama. Está alagado em suor e lívido de terror. Mais um daqueles pesadelos que há de acabar com ele. Durante anos as cenas de terror vividas no campo estiveram agrilhoadas na sua memória. Aprendeu a relevar o que fizeram com ele e com a sua família porque considerava que, mais importante do que aquilo que lhes fizeram, era o que ele iria fazer com isso. Conseguiu viver com alguma normalidade até ao dia em que revisitou o campo. No corredor que percorreu com os pais e a irmã e que haveria de os separar para sempre, a fotografia da mãe acariciou-o com o olhar. Se ao menos ele lhe pudesse agradecer pela vida que ela lhe salvou! É que, ao afastá-lo para o lado do pai, ela sabia que lhe salvava a vida porque os homens eram aproveitados para trabalhar, as mulheres eram fuziladas mesmo ali.

Memórias que o tempo não apaga.

 

Cidália Carvalho

 

04
Out15

Uma morte anunciada (Suicídio - 5)

Publicado por Mil Razões...

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Foto: Stunning Sunset – Maliz Ong

 

Brittany Maynard escolheu o dia em que queria morrer. “Hoje [1 de novembro de 2014] foi o dia que escolhi para morrer com dignidade”, disse na mensagem de despedida que deixou.

A decisão da jovem de 29 anos foi tomada para evitar o sofrimento de passar por uma doença dolorosa – um cancro no cérebro. Depois de duas cirurgias e da doença ter-se agravado, foram-lhe dados seis meses de vida. Os tratamentos adequados ao seu caso seriam demasiado agressivos e tirar-lhe-iam qualidade de vida, talvez, dignidade. “Como o meu tumor é grande, os médicos prescreveram-me radiação cerebral. Li sobre os efeitos secundários: o cabelo ficaria queimado e o meu couro cabeludo ficaria coberto por queimaduras de primeiro grau. A minha qualidade de vida desapareceria”, elucidou a jovem.

Brittany teve de se mudar para Portland (Oregon) – vivia em Oakland (Califórnia) -, onde lhe foi permitido tomar essa decisão e “morrer com dignidade”, como sempre frisou.

Mas esta opção, explicou, obedece a critérios: “A opção de pôr fim à vida é para pacientes mentalmente capazes e em estado terminal, com um prognóstico de seis meses ou menos”.

Pediu e recebeu de um médico uma prescrição com os medicamentos que deveria tomar para pôr termo à vida, se algo se tornasse insuportável. Tinha nas mãos o seu destino, sem que ninguém a obrigasse a nada. “Não sou suicida. Se fosse, já teria tomado os medicamentos há muito tempo. Não quero morrer. Mas estou a morrer. E quero morrer nos meus termos”, acrescentando: “Ter esta escolha no fim da minha vida tornou-se tremendamente importante. Deu-me paz durante tempos tumultuosos que, de outra forma, teriam sido dominados pelo medo, pela incerteza e dor”.

O suicídio assistido difere da eutanásia. No primeiro é a própria pessoa/doente que provoca a sua morte, embora com a ajuda de uma outra que lhe prescreve o tratamento necessário para tal; já a eutanásia é feita por uma terceira pessoa.

Em Portugal, e em muitos outros países, o suicídio assistido e a eutanásia não são legais. Mas não teriam outras pessoas com casos idênticos ao de Brittany e em pleno de todas as suas faculdades mentais a possibilidade de escolha e de livre arbítrio? De também elas poderem escolher “uma morte com dignidade”?

 

Sandra Sousa

 

02
Out15

Quando (Tempo – 1)

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BabyAndDadSleeping-VeraKratochvil.jpg

Foto: Baby And Dad Sleeping - Vera Kratochvil

 

Sobre o tempo, a cronobiologia tem muito a dizer. Enquanto as ciências da vida estudam o onde (morfologia) e o como (fisiologia), a cronobiologia acrescenta à ciência o estudo do quando. Preocupa-se com o quando as coisas acontecem. É interessante perceber a vida interna e externa como um ciclo… os vários ritmos internos e a vida como ritmada. Olhando bem para dentro de nós, percebemos os ritmos silenciosos que nos constituem… olhando bem para fora de nós, percebemos bem os ritmos que nos rodeiam e que constituem a vida ritmada que vivemos… primavera, verão, outono, inverno - primavera, verão, outono, inverno… um ciclo. Os dados repetem-se a um ritmo constante. O dia tem sempre 24 horas e repete-se 365 ou 366 vezes por ano… o ano é composto sempre por 12 meses… a semana começa sempre ao domingo e termina sempre ao sábado… e o nosso dia? É ritmado… para a maioria das pessoas o acordar é de manhã, o trabalho é durante o dia e o sono durante a noite… porquê? A melatonina aumenta com a falta de luz… o cortisol eleva com o aumento dela… é assim que dizem os nossos ritmos internos… a maioria das pessoas está acordada de dia e dorme à noite… há sincronia entre o que se passa dentro e fora de nós. E o tempo? O que é o tempo? É um espaço virtual que é ocupado pelo que fazemos? É uma linha contínua onde se encadeia ou se encaixa aquilo que fazemos? Fica a ideia que está ligado ao quando as coisas acontecem, porque para a saúde interessa saber quando ocupamos o espaço virtual com as atividades diárias, ou quando acontecem essas atividades que se encadeiam ou encaixam nessa linha contínua.

 

Ermelinda Macedo

 

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