Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

Destaque

Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

16
Set15

Consciência do outro (Consciência – 14)

Publicado por Mil Razões...

Refugiados.jpg

 

Consultei a definição de consciência, em vários sítios e encontrei definições científicas, filosóficas e psicológicas. No entanto, o que me interessa neste momento é a consciência do outro. É saber que o outro existe e é diferente e desconhecido. Mas nem por isso mau e perigoso. Se temos consciência de nós, devemos tentar ter consciência do outro, do que ele sente e pensa, de como ele vê a vida e o mundo à volta, de como ele reage e se comporta.

Não tenho página no Facebook, mas ontem, em conversa com umas amigas, apercebi-me de que andam a circular fotos, vídeos e opiniões por todo esse universo, sobre os refugiados e sobre o mal que essas pessoas vão trazer a todos os países onde chegarem. Nem sempre vejo as notícias, mas quando acontece, o que vejo são centenas de pessoas a fugir de uma realidade atroz, pessoas que deixam tudo para trás, que se arriscam a morrer na travessia por mar, que sujeitam os filhos, pequenos, ao perigo e que falam uma língua incompreensível. Essas pessoas fogem para uma terra que consideram melhor, de liberdade, de oportunidades, de refúgio e de promessas para si, mas acima de tudo para os seus filhos. Além de tudo o que têm de enfrentar, estas pessoas têm de enfrentar o preconceito e a discriminação de quem cá está. Mais uma travessia difícil!

Portanto, o que me ocorre sugerir é fazermos, todos, alguns exercícios de consciência e pormo-nos no lugar dos refugiados, que fogem dum país que já não lhes oferece nada. Podemos imaginar que estamos com dezenas de pessoas no mesmo barco, pequeno, a atravessar o mar. Podemos imaginar que temos um filho, ou uma filha, aterrorizado no nosso colo, a chorar todo o caminho. Podemos imaginar que temos fome e frio e que não sabemos onde vamos chegar, ou se chegaremos. Podemos imaginar chegar a terra e querer comunicar e não sabermos falar a língua e não conseguirmos que ninguém nos entenda. Sim, porque nem todos os refugiados sabem falar inglês. Podemos imaginar que nunca mais veremos a nossa casa e a nossa cidade ou aldeia. Podemos imaginar que chegamos a terra e sentimos alívio e alegria, porque agora estamos a salvo. Podemos imaginar o terror que se sente quando é dito que temos de voltar para lá. Podemos imaginar muita coisa, mas é difícil pormo-nos no lugar deles porque estamos aqui protegidos e a desgraça vemo-la na televisão.

Neste momento, para mim, a voz da consciência deveria falar outra língua e a mão na consciência deveria segurá-la, enquanto a outra mão a prende para não a deixar cair. A consciência do outro que vem até nós e a consciência de que o medo é poderoso. O medo com que os refugiados fogem é o mesmo com que nós os recebemos. Há que ter consciência disso para pararem as histórias, as imagens e os filmes. Há que ter consciência para se sentir um peso nela!

 

Patrícia Leitão

 

Porto | PORTUGAL

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Calendário

Setembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Comentários recentes

  • Anónimo

    A realidade de tantos e tantos...

  • Teresa Teixeira

    Obrigada. É só o que me apetece dizer, agora. E nã...

  • Cidália Carvalho

    Rui Duarte, não peça desculpas por entender que o ...

  • Anónimo

    Exatamente! E esse respeito passa também por serem...

  • Anónimo

    Obrigado pela sua resposta ao meu comentário Teres...

Links

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde