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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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08
Jul15

Limites invisíveis (Marginalização – 4)

Publicado por Mil Razões...

Limitar-TaniaMariaCabrera.jpg

 Foto: Limitar - Tania Maria Cabrera

 

Será errado pensar que há limites para tudo?

Há limites bem definidos num campo de futebol, tal como há na circulação das estradas.

Mas haverá limites para amarmos? E para odiarmos?

Quando devemos considerar que determinado comportamento está a ultrapassar os limites aceitáveis? Depende das regras do grupo em que esse comportamento acontece…

Nas relações pessoais os limites não são linhas estanques. Viver à margem dos limites ditos normais é ser considerado marginal, pois fazemos coisas que saem fora do padrão normal.

Será isto justo?

Por exemplo, quando mudamos de local de residência ou trabalho, com regras sociais e culturais completamente diferentes das que estávamos habituados, o normal é termos comportamento e atitudes que são estranhas para esse novo grupo.

Serem estranhas poderá não ser estar errado, apenas desadequado para a nova realidade.

Claro que isto não é desculpa para roubar, matar, violar, desrespeitar… Mas a realidade é que há pessoas que nascem e crescem nessa realidade e não conseguem, porque pura e simplesmente não sabem pois ninguém lhes ensinou, distinguir o que está correto ou incorreto, eticamente.

Ética… Tão pouco falada mas a base de tudo…

O segredo deverá estar em considerar limites mas saber explicá-los, saber vivê-los.

 

Sónia Abrantes

 

Porto | PORTUGAL

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