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26
Jun15

A culpa não morre solteira (Dinheiro – 18)

Publicado por Mil Razões...

Fist-GeorgeHodan.jpg

Foto: Fist – George Hodan

 

Dinheiro. Money. Um bem do qual não se fala sem se referir a sua toxicidade, a sua capacidade inata de gerar a guerra e comprar a paz.

O dinheiro tem a capacidade ambígua de atormentar e de acalmar. Aflige tentar imaginar como será o dia de amanhã, a velhice com uma reforma baixa, a haver reformas nessa altura, entristece saber de todas as coisas que não se pode ter e dar, por falta de possibilidades, e angústia todos os meses contar trocos e fazer esforços hercúleos para chegar ao próximo ciclo.

Como se tem amplamente falado e sentido, o fator dinheiro exerce uma ação direta no estado da nossa saúde mental. Se estivermos calmos e tranquilos estaremos de ânimo em melhor estado e mais fortes e seguros de nós, do que mergulhados na aflição de quem tem que pagar contas sem saber como o vai fazer, ou pior, de quem tem que pagar dívidas e está prestes a perder a sua casa. E se vamos falar de lugares-comuns, então continuo. Dinheiro não traz felicidade, pois não, mas tira-nos preocupações, porque efetivamente o dinheiro não compra afetos, mas compra a solução de alguns problemas, ou não? Ah, e também não traz saúde, mas auxilia e permite-nos o acesso a melhores condições e tratamentos. Não nos iludamos quanto a isso.

O dinheiro é tão simplesmente um gerador universal de caráter e de consciência. Quantos de nós não conhecemos histórias de familiares que se viraram costas aquando da divisão de heranças, de amigos que se tornaram irremediavelmente inimigos por conta de negócios, ou de casais em que os problemas financeiros acabaram por levar à separação? A culpa atribuída ao dinheiro morre solteira? Então e o caráter, e os valores, e os sentimentos? Sim, a ganância é gerada pela febre do dinheiro, mas só se alimenta dela quem não tem caráter forte e princípios definidos. As tais famílias desavindas que menciono, só têm conflitos porque uma das partes, senão todas, não tem fundo moral, ou porque não foi educada com os pilares fundamentais do sentido de família, ou porque se fez, ao longo do seu caminho pela vida, egoísta e mesquinha. Tal como os amigos que a terem problemas por conta de dinheiro, não souberam, no fundo, ser amigos antes de tudo, não conseguiram ser companheiros e leais da forma que é esperado numa amizade. Da mesma forma, o dinheiro é, sem dúvida, uma prova de fogo para todos os casais que atravessam dificuldades financeiras, só os que têm alicerces bem fundados na base do amor e do companheirismo conseguirá lutar contra a maré, remando invariavelmente para o mesmo lado, no sentido da união e da felicidade, mesmo sem dinheiro no bolso. E existem casais assim.

E por ser um gerador de consciências, também não podemos esquecer dos princípios bons que o dinheiro pode gerar e do quanto pode ajudar, através da solidariedade, da bondade, da boa vontade e da generosidade. Também existe disso! Existem organizações e fundações com missões realmente honestas que se dedicam a ajudar quem mais precisa. É verdade, existem pessoas que têm a capacidade de partilhar o seu dinheiro com quem mais precisa porque têm a capacidade da dádiva no seu coração. Nem tudo pode ser mau, pois não? Porque embora o poder tóxico do dinheiro tenha um impacto bem maior, há que louvar o lado mais humano do dinheiro. Ou seja, trocando por miúdos, há pessoas más e pessoas boas.

Não é o poder que o dinheiro tem sobre a humanidade que assusta, mas sim a inércia, a ganância e a falta de caráter que o Homem pode ter.

Talvez um dos exercícios que se imponha, para combater o efeito prejudicial que tem sobre nós, seja o de ver o que de melhor temos e nos permitirmos estar gratos por isso, porque nesse conjunto de coisas boas, não vão ser casas, carros ou propriedades que vão ter maior destaque, mas sim pessoas e afetos.

                                                                                                  

Ana Martins

 

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