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Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

08
Out14

Os dez mágicos (Receita mágica – 4)

Publicado por Mil Razões...

Por falar em fórmulas mágicas, ocorreu-me um texto que li há muitos anos, não consigo precisar onde nem em que circunstâncias, talvez no livro de leitura da minha escola primária. Também não ficou registado na minha memória o nome do autor, personagens, nem o ambiente em que se integravam, mas o texto era tão assertivo na mensagem que queria passar que, essa sim, ficou retida e quero aqui recriar:

Se fosse mágica transformaria tudo à sua volta. O mundo seria diferente e a vida bem mais fácil e alegre. Acabaria com a escola porque bastaria querer saber para, por magia, ficar tomada de conhecimento. Nunca mais teria de arrumar o quarto porque bastava o desejo de o ter limpo e arrumado para de imediato se transformar num espaço ordenado e agradável. E, com os trabalhos de casa e da casa resolvidos, ficar-lhe-ia tempo para se dedicar a imaginar as guloseimas que fariam as suas delicias. Sim, a vida seria bem mais alegre, e claro, também mais doce. Tudo isto a menina cogitava sem qualquer esperança de se concretizar, mas sempre que lhe atribuíam uma tarefa - a que mais lhe custava era arrumar o quarto - lá se refugiava ela na sua imaginação fértil em criar mundos mágicos.

A mãe é que não se compadecia com a inadaptação da filha ao mundo real e começava o dia a dar-lhe ordens. Levantar, arrumar o pijama, lavar os dentes, e tantas outras que faziam do seu dia um pedaço de vida triste. Eram tantas as tarefas que se sentia perdida sem saber por onde começar, normalmente, só reagia à repetição da ordem, agora já sem o tom benevolente de quem lhe concedia a tolerância de uns minutos. Quando, finalmente, optava por fazer alguma coisa e estabelecia prioridades, estas não coincidiam com as da mãe, e lá ouvia novamente um rol de recomendações de tarefas que tinha de levar a cabo. Tinha o seu ritmo mas, também este não era o mesmo dos adultos, de maneira que, com muita tristeza sua, tinha que reconhecer-se preguiçosa e desarrumada. Não fazia de propósito, mas parecia que a mãe andava sempre zangada com ela.

Um dia ficou desesperada, tinha que arrumar o quarto até à hora do almoço. Impossível, nunca o conseguiria fazer. De novo se refugia num mundo mágico, alimentando o desejo de que a magia lhe resolva a tarefa hercúlea da arrumação do quarto. O seu desejo foi ouvido. Para seu espanto viu sentada na janela a fada madrinha, com a varinha de condão, que lhe sorriu e disse:

- Vou mandar dez mágicos para te ajudarem a limpar o quarto.

A menina nem queria acreditar.

- E quando é que eles vêm?

Perguntou a menina.

- Não tardam.

Respondeu a fada madrinha.

- Enquanto esperas, vai fazendo a cama.

A menina assim fez. Quando acabou, ansiosa, voltou a perguntar quando é que os dez mágicos chegariam ao que a fada madrinha respondeu que não deveriam demorar, mas para que não lhe custasse tanto esperar deveria ocupar o tempo, aconselhou-a a arrumar as roupas que estavam espalhadas no chão. Sem demora a menina obedeceu. E quando voltou a perguntar pelos dez mágicos, a fada madrinha voltou a dar-lhe nova tarefa que a menina concluiu na esperança de ver chegar os seus salvadores. Quando finalmente, com o quarto arrumado e limpo, ela perguntou porque é que os mágicos não vieram para a ajudar, a fada madrinha segurou-lhe nas mãos e disse-lhe que os mágicos não vieram porque estiveram sempre ali, nas suas mãos, e mostrou-lhe os seus dez dedos.

A menina encontrou a sua fórmula mágica: aprendeu a usar os seus próprios meios para realizar as suas vontades e desejos.

 

Cidália Carvalho

 

06
Out14

Soluções mágicas (Receita mágica – 3)

Publicado por Mil Razões...

Ou Fórmula resolvente?

Eu, que sou de matemática, penso que seria realmente mais fácil se houvesse uma fórmula que resolve-se qualquer situação da vida.

Será que há?

Às vezes penso que encontrei. Há dias que basta sorrir, com um sorriso sincero, de alma e coração, vindo bem lá do fundo.

Às vezes amanheço assim, partilho essa sensação com que me cruzo e colho daí bons resultados. Mas, ao longo do dia, vou perdendo esse ânimo, trocando o sorriso profundo por um sorriso que quero manter porque sei que é bom, sei que me faz bem a mim e aos outros.

No final desses dias, penso que afinal não é tão simples como parecia no início. Afinal, a fórmula tem muitas variáveis e cada uma com ponderações diferentes, consoante cada pessoa com quem interagimos, consoante o estado de espírito de cada um.

Já referi isto noutros artigos, mas não me canso de repetir que em tempos recebi um e-mail, daqueles que circulam anónimos, que dizia que não devemos aceitar ser o caixote do lixo dos outros. Concordo plenamente com isso, mas a verdade é que as pessoas existem, o lixo circula e é depositado por aí, normalmente em local indevido.

Qual a solução para isso?

Qual a receita mágica para viver bem com o lixo dos outros?

Pensar isso mesmo, que conseguimos viver bem na mesma admitindo que o lixo não é nosso e reutilizá-lo da melhor forma transformando-o em algo aproveitável.

Às vezes não é possível, então, tentamos eliminá-lo da mente pura e simplesmente. Fazer de conta que não existe.

Para mim a receita não é criticar negativamente nem procurar erros. É sim deixar que as coisas aconteçam naturalmente e a seu tempo.

A vida tem pressa? Não.

Amanhece e anoitece quando tem que ser e só isso comanda o nosso dia.

 

Sónia Abrantes

 

03
Out14

Sim (Receita mágica – 2)

Publicado por Mil Razões...

Acordar… rebolar para ver a porta entreaberta e constatar: “Já é de manhã!” Os pesadelos, os xixis e as insónias ficaram de folga, deixando os miúdos (e em maravilhosa consequência, a mim!) dormir a noite toda.

Abrir a persiana e espreguiçar o olhar pela terra, pelas casas, pelo mar e pelo céu e ter a certeza de que não existe paisagem mais bonita.

Partilhar beijos, abraços e mimos para carregar as baterias de boa disposição.

Expedir as “encomendas” e respectivos acessórios (casacos, mochilas, lancheiras), com a expetativa de que lá fora o mundo lhes vai oferecer muitas e magníficas experiências.

Respirar fundo… e enfrentar o dia com o otimismo possível, ajustando expetativas e produzindo o suficiente para me sentir útil e de consciência tranquila.

Ajudar, sempre. Com uma palavra, com um gesto, com aquilo que tenho e sei.

À noite, sem luz nem movimento, apenas o som cada vez mais sereno da respiração pueril, sentir-me abençoada por esta “rotina” tão boa de saúde, paz e segurança.

E concluir com naturalidade: “Sim. Sou feliz.”

 

Sandrapep

 

01
Out14

Receitas? Não arrisco (Receita mágica – 1)

Publicado por Mil Razões...

 

Receitas? É-me difícil respeitá-las integralmente. Na cozinha vou provando e acrescentando os ingredientes que me parecem em falta. Na vida também é assim: vivo experiências e vou refletindo nas variáveis que me faltaram para que a experiência fosse diferente ou, quem sabe, mais positiva. Altero a perceção que tive dessas experiências à custa de algumas mudanças que surgem em mim e também no mundo: mudanças relacionadas com a maturidade; relacionadas com o conhecimento que vou obtendo sobre alguns assuntos inerentes a essas experiências; sobre a forma como as pessoas me vão avaliando e; com as alterações inerentes ao próprio mundo. Facilmente digo: “não tenho receitas para isto e para aquilo”, porque, de facto, é difícil assumir que algum fenómeno só tem um caminho e uma interpretação e, por essa razão, eu não arrisco receitas. Poderíamos falar das caraterísticas de “um bom aluno” de “uma boa pessoa” de “um bom profissional”, mas nunca as assumiria como os ingrediente necessários para ser “um bom…”, porque cada pessoa é “um bom aluno”, “uma boa pessoa” e “um bom profissional” de acordo com a sua história de vida, a qual é composta por várias experiências com diferentes pessoas, em diferentes locais geográficos e em diferentes fases da vida. Receitas? Eu não arrisco nenhuma para nenhum fenómeno. Vou observando e corrigindo e ajudando a corrigir o que me parece desadequado… claro que me socorro de alguma evidência empírica que me facilita essa correção. Era bem mais fácil e, quem sabe, menos interessante, se a vida fosse, ela própria, uma receita mágica.

 

Ermelinda Macedo

 

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