Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

Destaque

Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

03
Jun11

Porque fui “sentido” e achado (O sentido da vida – 6)

Publicado por Mil Razões...

 

É próprio da condição humana encontrar sentido em tudo o que se faz. Para além disso, e como reforço, somos maioritariamente educados nesse sentido, ou seja, que fazer algo sem sentido, não faz sentido nenhum. Assim, a vida, tal como todas as outras coisas que são finitas (na nossa vida), carece também ela própria de sentido. Porém, contrariamente a muitas outras interrogações que têm todo o sentido de serem feitas, esta apresenta-se assustadoramente próxima de indefinição conclusiva. Claro que existe quem advogue uma resposta a esta perturbadora inquisição - mesmo que por vezes a iluminada declaração não faça qualquer sentido...

Penso ter a concordância de todos quando afirmo que ninguém sabe qual é, inequivocamente, o sentido da vida (enquanto interrogação existencialista, universal e transversal), mas que todos os que alguma vez se questionaram (ou foram questionados) sobre o assunto têm (ou tiveram) forçosamente uma opinião. Mesmo os que remetem esta desumanamente angustiante interrogação à insignificância cognitiva e emocional respondendo com um “sei lá”, “não faço ideia”, “não me interessa”, ou “quero lá saber”, estão no fundo a vocalizar um mudo “para mim não importa encontrar sentido na vida, porque não é fundamental fazê-lo para continuar a viver a minha vida como o fiz até aqui e como vou fazê-lo de futuro. Logo, não existe sentido na vida porque para mim ela sempre existiu e continuará a existir. Não preciso de sentido para viver”.

Contudo, experimentando questionar o sentido biológico da vida, facilmente chegamos a respostas. Do nascimento à morte, é sempre sentido único. Se experimentarmos questionar o sentido profissional da vida, também chegaremos (mais dificilmente é certo) a respostas. Do primeiro emprego à reforma, é sempre sentido único. Se experimentarmos questionar o sentido religioso da vida, também chegaremos (muito, mas muito mais dificilmente) a respostas. Da rectidão à recompensa, é sempre sentido único. E continuamos por ai fora, mesmo ao ponto mais redutor: do nada ao nada, é sempre sentido único.

 

Faz então algum sentido procurar sentido na vida? Da forma como foi apresentado este tema acho eu que não. Acho que faz sentido trocar a palavra “sentido” por “objectivo” e mudar a questão para “o objectivo da vida”. Porque, qualquer que seja a abordagem a ter, biológica, profissional, religiosa ou mesmo a do “nada” remete-nos para um “closure”, um “descer do pano”. Faz então sentido termos objectivo (s) na vida? Agora sim, faz todo o sentido. Faz então sentido procurarmos noutros o sentido da nossa vida? Faz, se estivermos desorientados. Porque a mim me convém, a isso chama-se psicoterapia.

        

Rui Duarte

 

Porto | PORTUGAL

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Calendário

Junho 2011

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Comentários recentes

  • Anónimo

    estou me sentido muito mal com td isso parece que ...

  • Fernando Couto

    Como se não nos bastassem os pesadelos criados pel...

  • marta

    ...e o pesadelo continua...

  • marta

    Uma pintura para a compaixão que este texto merece...

  • marta

    Um texto verdadeiramente Verdade...obrigada....e e...

Links

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde