Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

17
Abr09

1.as Jornadas sobre Os Caminhos da Solidão

Publicado por Mil Razões...

Às 9h, o Pequeno Auditório do Rivoli, gentilmente cedido pela Câmara Municipal o Porto, estava pronto para receber os participantes, na sua maioria estudantes, para assistirem a mais um simpósio Mil Razões…, sobre Os Caminhos da Solidão.

Na régie ultimavam-se as afinações técnicas.
 
 
O Dr. José Ferreira dos Santos do Secretariado Diocesano da Pastoral Social e Caritativa - Diocese Porto, subiu ao palco para dar início aos trabalhos.
 
José Ferreira dos Santos
 
O Mestre Rui Duarte, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental - Porto, apresentou o seu trabalho sobre solidão, elaborado junto de um grupo de pessoas dos 20 aos 51 anos. O grupo estudado é muito especial porque se trata de pessoas com deficiência mental. O resultado do estudo foi surpreendente pela “normalidade” das respostas. À pergunta: “O que é a solidão?”, 50% deles não sabia dar uma definição, os outros 50% deram a definição do dicionário. Curiosamente verificaram-se as mesmas percentagens quando o Mestre Rui Duarte fez a mesma pergunta à assistência.
Surpreendentes foram as respostas dadas à pergunta: “O que sentes quando estás sozinho?”. “Medo”, “Não gosto”, “Sinto-me bem”, foram algumas das respostas. Um dos entrevistados referiu que sentia que estava a escrever à mãe...
 
Rui Duarte
 
O Padre Lino Maia tipificou as várias solidões: o isolamento das pessoas do interior, os bairros sociais, os desempregados, os doentes e os idosos. Pôs a tónica nos afectos como remédio para a solidão.
 
Lino Maia
 
O Mestre Ivandro Soares Monteiro mostrou-nos como o funcionamento fisiológico pode ser potenciador da solidão.
 
O Professor Abílio de Oliveira terminou o Painel da Manhã de forma brilhante, convidando-nos a ouvir, em silêncio, músicas dos The Cure e dos Joe Division. A música era acompanhada de imagens fortes de jovens que, desafiam a morte para conquistar a vida...
 
Rui Duarte, Alexandre Teixeira, Ivandro Soares Monteiro e Abílio Oliveira
 
O Painel da Tarde, moderado pelo jornalista Carlos Enes, começou com o Professor José Eduardo Rebelo que nos lembrou a necessidade de fazer o luto para que o ente querido, perdido, se instale como doces e suaves memórias.
 
  
José Eduardo Rebelo
 
O Professor Carlos Mota Cardoso, tranquilamente, falou-nos de estados tão fortes como a morte, a comunicação e a solidão sentida, ainda que, e paradoxalmente, muitas vezes não estejamos sós.
 
Carlos Mota Cardoso
 
Emocionante, foi também a história de José, personagem de uma das histórias do livro do Professor José Machado Pais, para o qual a solidão existe porque, simplesmente, existe o desencontro...
 
José Machado Pais
 
O Professor Pinto da Costa trouxe-nos a visão de que, no Século XXI, o Homem vive comprimido num quadrado cujos lados são a prostituição, a droga, o tráfico de influências e o tráfico de armas e que, para a sobreviver, o Homem, está cada vez menos humanizado e mais mecanizado.
 
Pinto da Costa
 
José Machado Pais, Carlos Enes, Pinto da Costa e Carlos Mota Cardoso
 
Os trabalhos encerraram com a intervenção da Dr.ª Matilde Alves, Vereadora da Câmara Municipal do Porto e Presidente do Conselho de Administração da Fundação Porto Social.
 
Matilde Alves
 
Cidália Carvalho
 

1 Comentário

Comentar Artigo

Porto | PORTUGAL

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Equipa

> Alexandra Vaz

> Ana Bessa Martins

> Cidália Carvalho

> Ermelinda Macedo

> Fernando Couto

> Jorge Saraiva

> José Azevedo

> Leticia Silva

> Maria João Enes

> Miriam Pacheco

> Rui Duarte

> Sandra Pinto

> Sara Silva

> Sónia Abrantes

> Teresa Teixeira

Calendário

Abril 2009

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Comentários recentes

  • Alexandra Vaz

    Obrigada eu, pela partilha. Forte abraço.

  • Anónimo

    Obrigada pelo seu contributo nesta empreitada de d...

  • Anónimo

    Uma pincelada de amarelo, pelo respeito de quem de...

  • Anónimo

    Mais um texto que mexeu comigo. Maravilhoso. Obrig...

  • Mil Razões...

    As redes sociais não são uma ajuda clínica. Quando...

Ligações

Candidatos a Articulistas

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde