Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mil Razões...

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

Destaque

Amigos do Ziki - Uma ferramenta para o pré-escolar.

25
Jun13

O prazer do risco (Risco – 12)

Publicado por Mil Razões...

 

Todos nós sentimos a necessidade de procurar sensações novas. Desejamos experiências gratificantes que estimulem o nosso intelecto e os nossos sentidos.

Variando de intensidade e atingindo picos no final da adolescência, esta necessidade aparece relacionada com a desinibição, a procura de emoções, de entusiasmo, a necessidade de aventura, de novas experiências e de uma maior ou menor tolerância ao tédio.

Zuckerman (1994) definiu esta caraterística como “um traço que descreve a tendência para procurar sensações e experiências novas, variadas, complexas e intensas, e a disposição para correr riscos com a finalidade de satisfazer tais experiências”. Arnett (1994) concetualizou-a como uma predisposição que depende de outras caraterísticas de personalidade e do próprio ambiente de socialização para a sua concretização. A procura de sensações não é apenas um potencial para assumir riscos, mas implica a uma procura intencional dirigida à gratificação.

Este traço pode ser visível em várias áreas da vida e pode concretizar-se de formas diferentes. Por exemplo, num nível baixo, pode traduzir-se pela procura de companhias interessantes e estimulantes ou, num nível mais elevado, traduzir-se em comportamentos antissociais como vandalismo. Pessoas com altos níveis de necessidade de estimulação sensorial tendem a procurar situações novas que envolvam vivências diferentes, de grande intensidade, porque há pouca tolerância à rotina e ao tédio.

Esta procura de novas sensações pode traduzir-se em preferências pouco convencionais, por exemplo, ouvir músicas com letras provocadoras e que desafiam o sistema estabelecido, como o heavy metal e, inclusive, adotar algumas práticas, rituais, relacionadas com as mesmas; aderir a práticas sexuais de risco, como não usar contracetivo ou ter vários parceiros(as). Parece haver uma necessidade de chocar e de testar sempre os limites.

A própria vida do sujeito pode ser colocada em perigo e terminar de forma dramática porque não há uma noção clara das possíveis e prováveis consequências desses comportamentos. A título de exemplo, um sujeito tinha por hábito, procurar passar na “Via Verde” a alta velocidade e tentava sempre ultrapassar o último limite conseguido. É claro que a experiência não acabou bem.

Referem os estudos que, conforme acima mencionado, são os adolescentes do sexo masculino que apresentaram maior tendência para a procura de novas sensações. No caso da idade, constatou-se uma correlação negativa, quer dizer que as pessoas mais velhas têm menos probabilidade de adotarem comportamentos de risco.

Será assim? Será que à medida que envelhecemos deixamos de sentir essa necessidade de experimentar coisas novas e de viver no limite? Será apenas uma questão de conformismo, adaptação, desinteresse ou de qualidade do estímulo?

 

Ana Teixeira


1 Comentário

Comentar Artigo

Porto | PORTUGAL

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Calendário

Junho 2013

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Comentários recentes

  • Sandra Pereira E Pinto

    Concordo plenamente com a frase em que diz que tod...

  • Anónimo

    Só quem vive com essas diferenças sabe dar valor e...

  • sandra

    Anotação Não te aproximes demasiadodeixa espaço pa...

  • Mil Razões...

    Quando nos sentimos mal, física ou emocionalmente,...

  • Anónimo

    estou me sentido muito mal com td isso parece que ...

Links

Amigos do Mil Razões...

Apoio emocional

Promoção da saúde