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O quotidiano e a nossa saúde emocional e mental.

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22
Fev13

A vitória dos vencidos (Vencedores – 3)

Publicado por Mil Razões...

 

É de um vencedor que falamos quando nos referimos a alguém que conquistou o lugar de melhor colaborador da empresa? Continuamos a falar de vencedores se nos referimos àqueles que conseguiram atingir o topo da hierarquia nas empresas, nas escolas, nos agrupamentos e na sociedade civil? E como classificar os que, do nada fizeram dinheiro e engrossaram as listas dos mais ricos?

Supostamente, o empenhamento e o esforço que desenvolveram tinha como objetivo final alcançar essas metas. Nessa medida, sim, atingiram o objetivo, são vencedores. Com a concretização desses objetivos, invade-os um sentimento de realização que se completa com o reconhecimento por parte dos outros. É-lhes devido esse reconhecimento, mas nem sempre lhes é manifestado. Muitas vezes, os danos colaterais, por se ter tomado uma opção, são tão elevados que não resta ninguém por perto para lhes reconhecer o estatuto de vencedores. Por exemplo, se um dos elementos de uma família aposta demasiado na carreira profissional, descorando a própria família, descansando a sua consciência com o conforto que lhes pode proporcionar, pode em algum momento ver os outros elementos acusarem-no de ausente e desinteressado, e o reconhecimento aguardado ser devolvido em ingratidão. Nestes casos, os danos colaterais podem ser tão graves que as opções tomadas passam a ser incompreensíveis, até para o próprio, e deixem de ter qualquer valor. As vitórias sabem menos a vitórias e os vencedores passam a vencidos.

Quem conseguir TER e conseguir FAZER, aos olhos alheios, pode parecer um vencedor, mas os olhos que nos vigiam interiormente não se deixam enganar e para lhe arrancarmos a classificação de vencedores precisamos muito mais do que TER e FAZER - precisamos SER.

Sermos conhecedores de nós próprios, sabermos quais as nossas limitações e incapacidades, termos a coragem de decidir prosseguir, parar ou recuar, penso que fará de nós vencedores; dos outros, esperemos apenas compreensão pelas nossas decisões. A mesma compreensão que sinto ao saber que o Papa Bento XVI resignou.

 

Cidália Carvalho


Porto | PORTUGAL

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