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05
Out12

Sonhos para a sobremesa (Sonhos – 2)

Publicado por Mil Razões...

 

Não tenho nada aqui à mão de que me possa socorrer para fundamentar a hipótese, mas penso que não me engano ao afirmar que o Homem é o único ser vivo que tem sonhos. Muitos homens e mulheres alimentam a sua vida de sonhos.

Situemo-nos - estou a referir-me a sonhar acordado, a devaneios, olhar para dentro. Quanto aos sonhos, e pesadelos, propriamente ditos, ficarão para outros teclados.

Mal de nós se não sonhássemos, se não tivéssemos esperanças para nós, para os outros e para nós com os outros. Acho que mesmo nos sonhos somos também animais gregários.  

Em certo sentido, ainda, mal de nós se não soubermos avaliar um sonho. Não será através de uma absoluta e redutora racionalização do sonho, mas tal será feito se tivermos a cabeça no ar, mantendo, no entanto, os pés assentes na terra.

Se soubermos por nós próprios ou recorrendo a ajuda de outros como que passar o sonho através de um crivo mínimo de realismo ou pragmatismo, fazemos com que a bola de sabão brilhante e multicores, sim, mas ainda nebulosa e indefinida, rebente logo ali ou passe o teste, resista, se defina melhor através de um esqueleto e de músculo. O brilho mantém-se, não ofusca, antes ilumina e irradia, dando-nos força para, por vezes através de ventos e marés, atingirmos novos patamares, conquistando objetivos. Ficando prontos para novos sonhos ou darmos atenção a outros sonhos que esperavam melhor hora.

Será disto que se trata quando falamos na busca da felicidade?

Talvez a felicidade, enquanto estado em continuidade, pura e simplesmente não exista, existindo antes momentos felizes. Há quem diga até que felizes, cheios em plenitude, ficamos nos momentos imediatamente anteriores à concretização do sonho… Depois, acho que perguntamos: E agora? Respiramos fundo e partimos para o sonho seguinte!

 

Mudando de assunto e continuando no vocábulo, termino confessando que uma das minhas grandes desilusões, que se me mantém viva na memória, apesar de já ter acontecido há tantos anos, foi a de ter ido a um afamado restaurante em Viseu, ter antecipado antes e durante a refeição que bem que me ia saber a sobremesa e quando a peço ouço a resposta:

- Desculpe, mas os sonhos já acabaram!

 

Jorge Saraiva (articulista convidado)


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    ...e o pesadelo continua...

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    Uma pintura para a compaixão que este texto merece...

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